Edição 01/10/2008 - EVENTOS
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O violonista de Atibaia
Douglas Lora e seu companheiro João Luiz, que formam o Brasil Guitar Duo,
exibiram todo seu virtuosismo e talento no último domingo, dia 28, em show
realizado com a Orquestra Sinfônica Jovem de Atibaia, no Centro de Convenções.
Em pouco mais de uma hora, a platéia assistiu a um espetáculo digno dos
grandes teatros, que destacou a qualidade e maturidade musical da cidade. Durante a apresentação,
num gesto de simplicidade, o atibaiense Douglas contou um pouco de sua história
e agradeceu o público, mas era evidente, pelos aplausos calorosos, que era o
público quem agradecia com intensidade aquele momento. O maestro Rogério
Brito, muito emocionado, enalteceu o espetáculo afirmando ser “um dos mais
importantes da carreira”. Não foi à toa. Quem esteve na sala de concerto pôde
conferir um misto de técnica, bom gosto e muita competência, não só da
dupla de violonistas, mas de todos os integrantes da Orquestra Sinfônica
Jovem. Na abertura, uma interpretação
irrepreensível da Suíte nº 1 da ópera “Carmen”, de Bizet, sob regência
do maestro Daniel Nery. Destaque para a parte final da suíte, “Lês Toréadors”,
que encheu os olhos e ouvidos do público. Após o intervalo, os
violonistas do Brasil Guitar Duo subiram sozinhos ao palco sob fortes
aplausos. Apresentaram, primeiramente, “Sete Anéis” de Egberto Gismonti. Em
seguida, os integrantes da orquestra subiram também ao palco para a
interpretação do lindíssimo “Concerto para dois violinos em Ré Menor”,
de J. S. Bach. A obra, escrita originalmente para cravos, foi transcrita
posteriormente para violinos, mas executada por violões na noite de domingo.
“É bem provável que seja a primeira vez que a obra é executada dessa
forma”, comentou Douglas Lora. Depois,
um dos momentos mais emocionantes para Lora, e também para a platéia, foi a
apresentação do “Brazilian Fugues”, de sua autoria. Uma música de um
compositor de Atibaia, executada por uma orquestra de Atibaia, em um teatro de
Atibaia, para um público formado por pessoas, em sua maioria, de Atibaia. A
obra, com seus movimentos “Cantiga” e “Baião”, empolgou com seu ritmo
envolvente e melodias originais. No rosto de Lora, a alegria era contagiante. Para
fechar o espetáculo, os músicos apresentaram o pouco conhecido “Concerto
para Dois Violões e Orquestra”, do compositor italiano Mario
Castelnuovo-Tedesco. Após aproximadamente 20 minutos e três movimentos de
uma beleza diferente e intrigante, o público aplaudiu de pé sua execução
magistral. Uma noite, sem dúvida, para ficar na memória.
A
palestra "A História da Música", com o crítico de música J. Jota
de Moraes, é a atração desta quinta-feira, 2 de outubro, no Centro de
Convenções, a partir das 19h. O público-alvo é formado por participantes
da Orquestra Sinfônica, Banda Sinfônica, Banda Municipal, corais,
instrumentistas das fanfarras e amantes da música. O objetivo é enriquecer a
formação dos músicos existentes na cidade, agregando maior conhecimento
sobre a atividade exercida e, ao mesmo tempo, aumentando a motivação para
pratica da música. J.
Jota de Moraes, formado em Letras Neo-latinas, considera-se autoditata em música,
ainda que tenha recebido iniciação nessa arte e também no piano, com
Schwester Colum Gielich, O.S.B., na infância e na adolescência. Desenvolveu
carreira de professor e de jornalista, especializando-se em Artes e
Literatura. O
crítico lecionou História da Música no Departamento de Música da ECA-USP
durante 21 anos. Foi crítico musical do Jornal da Tarde e de O Estado de São
Paulo por mais de 30 anos. Encarregado da direção artística da Sociedade de
Cultura Artística de São Paulo durante 10 anos, produziu e apresentou
programas de música erudita nas rádios Eldorado, Cultura e Gazeta. Colaborou com várias revistas como Isto É, Somtrês,
Revista do CD. J.
Jota de Moraes tem dois livros publicados: "O que é música" e
"Música da Modernidade", ambos pela Editora Brasiliense.
Recentemente, ministrou uma seqüência de 8 palestras no Auditório Cultura
Artística sobre os grandes interpretes de nosso tempo. Segundo
J.Jota de Moraes, "como as demais artes, a música ocidental possui uma
história riquíssima que nos deixou um acervo considerável. Graças aos
meios de gravação e de reprodução, hoje podemos ter acesso a ela com
facilidade. E, a fim de tornar esse percurso mais claro, iluminamos o caminho
com etiquetas indicativas dos vários estilos de época, adotando a chamada
periodização". Assim, elas ficaram divididas em Idade Média, Barroco,
Classicismo, Romantismo, Pós-romantismo, Modernidade, Vanguarda e Pós-modernidade
O
time do São João venceu a final feminina e o Pluma conquistou a final
masculina da 1ª Cicaf (Copa da Indústria e Comércio de Futsal), organizada
pela Secretaria Municipal de Esportes e pelos professores Ozório Villela e
Messias Luciano. As finais foram realizadas na última quinta-feira, no ginásio
do Atibaia Jardim, com bom público. No
primeiro jogo, as meninas – do São João e Pool Shop – mostraram domínio,
força e técnica. No segundo jogo, o AMHA esbanjou técnica e dribles mas
perdeu o segundo jogo para o Pluma. O técnico Léo lamentou os quatro gols
tomados no início, que prejudicaram o rendimento da equipe. |