Edição 01/10/2008 – SAÚDE
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Campanha
de vacinação anti-rábica A campanha de vacinação
anti-rábica, realizada anualmente pelo Centro de Controle de Zoonoses
(CCZ), será feita neste mês de outubro. Nos dias 18 e 19 de outubro,
diversos postos de vacinação espalhados pelos bairros da cidade
funcionarão durante todo o expediente ou meio-período. Esses postos
estarão localizados em escolas, unidades básicas de saúde, centros
comunitários e outros locais que servem como referência para os
moradores da região. Dois postos volantes também
percorrerão a cidade, levando o serviço de vacinação aos demais
bairros, nos dias 11 e 25 de outubro e dias 1, 8 e 15 de novembro. Aqueles que não conseguirem
levar os animais de estimação nos postos durante a campanha, terão
a oportunidade de vacinar seu cão ou gato no posto de vacinação
permanente na Nova Prefeitura, do dia 20 a 24 de outubro, das 8h às
15h30. A vacina anti-rábica deve
ser aplicada em cães e gatos a partir dos 3 meses de idade e eles
devem tomar a vacina anualmente. Todos os animais devem ser vacinados,
mesmo as cadelas prenhes, no cio ou lactantes. A raiva é uma doença
infecciosa aguda e mortal e é transmitida ao homem por meio da
mordida, arranhão ou lambedura de cães e gatos contaminados pelo vírus
rábico. Por isso, a participação da população é fundamental para
evitar a disseminação desta doença. As pessoas devem levar seus
animais para vacinar e assim diminuir a ocorrência de raiva animal,
evitando a transmissão da doença aos humanos. Para obter mais informações
sobre as datas e locais dos postos de vacinação, basta ligar na
Secretaria de Saúde pelo telefone 4414-2220. Partos
em adolescentes caem Entre 1997 e 2007, o número
de partos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em
adolescentes de 10 a 19 anos caiu 26,7%. Dados do Ministério da Saúde
(MS) revelam que, em 1997, foram 720.338 partos em adolescentes nessa
faixa etária. Em 2007, este número caiu para 527.341. Até julho de
2008, foram realizados 275.892 partos pelo SUS em jovens e
adolescentes nessa faixa etária. A coordenadora da Área Técnica
da Saúde do Adolescente e do Jovem do MS, Thereza de Lamare, explica
que a redução no número de partos de adolescentes está relacionada
a uma série de políticas adotas pelo Ministério como maior acesso
aos métodos contraceptivos; aumento nessa década da cobertura do
Programa Saúde da Família, que leva informações relacionadas à
vida sexual e saúde reprodutiva a comunidades da capital e de cidades
do interior; ações preventivas e de orientação nas escolas públicas;
aumento na capacitação de equipes de saúde para lidar com a saúde
sexual e reprodutiva de jovens e de adolescentes e difusão da informação
para o público-alvo (veja mais ações abaixo).
A região Sul apresentou a
maior redução no número de partos em jovens e adolescentes com
idade entre 10 e 19 anos. Em 1997, ocorreram 90.759 partos no Sul,
contra 58.448, em 2007 – queda de 35,6%. Em seguida, estão as regiões
Centro-Oeste (34,1%), Sudeste (32,4%), Nordeste (22,6%) e, por último,
a região Norte (6,7%), com a menor redução. Thereza de Lamare explica
que fatores como a desigualdade de gênero, desigualdade de raça/etnia,
falta de oportunidade, as condições de vida e a situação socioeconômica
das adolescentes, podem levar a gravidez. “Por causa da dificuldade
de escolarização e o despreparo para o mercado de trabalho, muitas
jovens optam pelo casamento, pela constituição de uma família para
ser inserida na sociedade”. Thereza também lembra que um bom
atendimento de saúde local, captação precoce das adolescentes grávidas,
assistência no pré-natal e informação são importantes para
reduzir a vulnerabilidade dessas jovens. A incidência de gravidez é
maior nas adolescentes negras, com baixo poder aquisitivo e com baixa
escolaridade. Em 2004, a taxa nacional de nascimentos por mil mulheres
com idade entre 10 e 19 anos para a população negra foi 30% mais
elevada que a observada na população branca. A maior parte dos
nascimentos cujas mães eram adolescentes foi de bebês de cor negra
(329.616, o que corresponde a 54,4%). AÇÕES PREVENTIVAS – Uma
das diretrizes da Política Nacional de Direitos Sexuais e Direitos
Reprodutivos é o fortalecimento da Lei de Planejamento Familiar do
Ministério da Saúde. Lançado em 2005, o programa é uma demonstração
da preocupação do governo federal em garantir os direitos de homens
e mulheres, adultos e adolescentes, em relação à saúde sexual e
reprodutiva e objetiva garantir a todos os brasileiros acesso aos métodos
contraceptivos. Adolescentes também têm o direito de procurar um
posto de saúde e fazer uso desses métodos. Outra ação do Ministério
da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, Organização
Nas Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura
(Unesco), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o
Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), são as atividades
do Programa Saúde e Prevenção nas Escolas. Criado em 2003, ele tem
como objetivo promover a saúde sexual e reprodutiva. De acordo com Thereza de
Lamare, o programa está ampliando o conhecimento e desenvolvendo o
aprendizado das relações afetivas e sexuais de maneira responsável,
livre e cuidadosa. Além disso, procura reduzir a vulnerabilidade de
adolescentes e jovens às doenças sexualmente transmissíveis, ao HIV
e à gravidez não planejada por meio de ações nas escolas e nas
unidades básicas de saúde. Recentemente, a parceria
entre os ministérios da Saúde e da Educação resultou no Programa
Saúde na Escola, que vai prevenir e promover saúde, por meio de
avaliações do estado nutricional, incidência precoce de hipertensão
e diabetes, controle de cárie, acuidade visual e auditiva e também
psicológica de alunos da rede pública. Até o fim deste ano, o
programa beneficiará dois milhões de estudantes de 647 municípios,
com baixo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), o
que representará investimento de R$ 34,5 milhões. Para atingir a
meta global ― 26 milhões de jovens ― o governo federal
aplicará R$ 844 milhões nos próximos três anos. |