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D.
Pedro I é privatizada e pedágio
deve ficar mais caro
Thais Otoni
O governo do Estado realizou
na última quarta-feira, dia 29, o leilão de cinco lotes de estradas
paulistas, entre elas a D. Pedro I, bastante usada pelos atibaienses, já que
liga a cidade tanto à região de Campinas como ao Vale do Paraíba. A empresa
Odebrecht venceu a licitação e vai administrar a rodovia pelos próximos 30
anos, tempo de vigência do contrato. Os outros lotes que estavam no leilão
eram trechos da Raposo Tavares, Marechal Rondon (trechos Oeste e Leste) e
Ayrton Senna/Carvalho Pinto.
O consórcio Integração
Dom Pedro I, formado pelas empresas Odebrecht Investimentos e Infra-estrutura
e Odebrecht Serviço de Engenharia e Construção propôs um preço menor que
o teto estipulado pelo governo, na cobrança de pedágio, o que levou à vitória
da licitação. A empresa propôs a cobrança de R$ 0,101414 por quilômetro,
um deságio de 15,73% em relação à atual tarifa cobrada e de 6,01% em relação
ao teto proposto pelo governo. Ainda não foi divulgado o valor do novo pedágio
mas as praças já existentes – uma em Nazaré Paulista e outra em Itatiba,
devem começar a cobrar tarifa nos dois sentidos. Na praça de Itatiba, é
cobrada tarifa apenas para quem volta de Campinas para Atibaia, no valor de R$
8,60. Em Nazaré Paulista, é cobrado o mesmo valor, para quem vem de Nazaré
sentido Atibaia.
Ontem o jornal Diário de S.
Paulo divulgou matéria com estimativa dos valores que serão cobrados após a
concessão. Pela estimativa do jornal (pode haver mudanças), a praça de
Itatiba passará a cobrar pedágio nos dois sentidos, sendo que a tarifa será
de R$ 5,60 em cada sentido, ou seja, em vez de pagar os atuais R$ 8,60, quem
vai daqui para Campinas passará a pagar R$ 11,20. Já em Nazaré o aumento
será menor. As praças cobrarão R$ 4,50 em cada sentido. Dos atuais R$ 8,60
o motorista pagará R$ 9,00. Esse reajuste é justificado pelo governo como
necessário, já que a concessionária vai realizar melhorias, além de
modernizar a rodovia.
Hoje controlada pelo Dersa,
a D. Pedro deve passar por melhorias, a partir da assinatura do contrato, por
um período estimado de cinco meses (tempo máximo para a concessionária
implementar as melhorias). Pelo contrato, a Odebrecht deve investir R$ 2,410
bilhões nos 145,5 km da rodovia e em outros 81,4 km de vicinais
(Campinas-Conchal; Jundiaí-Itatiba e Rodovia Roberto Magalhães Teixeira). O
dinheiro será usado para obras de recuperação, sinalização, monitoramento
e serviços ao usuário. A empresa também se compromete a realizar o
prolongamento da Rodovia José Roberto Magalhães Teixeira – anel viário de
Campinas – até a Rodovia dos Bandeirantes e Aeroporto Internacional de
Viracopos.
No caso do pedágio, como a
D. Pedro já tinha praças em funcionamento, esta continuará sendo cobrada,
mesmo durante o período de melhorias, quando as empresas normalmente não
podem fazer a cobrança. Segundo a Artesp (Agência Reguladora de Transporte
do Estado de São Paulo), valerá “a tarifa de menor valor entre a vigente e
a proposta pela concessionária”.
Para Atibaia, a concessão
da rodovia para a iniciativa privada traz grandes vantagens, principalmente
para a área de desenvolvimento econômico. Hoje a rodovia já é um dos
chamarizes da cidade para atrair empresas, pois liga dois importantes pontos
do estado – a Região Metropolitana de Campinas e o Vale do Paraíba, além
de consequentemente ser parte da rota para o porto de São Sebastião.
A rodovia também cruza com
outra importante rota de escoamento da produção: a Fernão Dias, que liga a
capital paulista a Belo Horizonte. Com o entroncamento entre duas das
principais rodovias do estado, a cidade gera um atrativo a mais para empresas
de grande porte, que dependem de facilidades no escoamento da produção. Com
a recente privatização da Fernão Dias e agora com o leilão da D. Pedro, as
duas rodovias ganharão mais qualidade e segurança. Agora, cabe à nova
administração municipal aproveitar tais vantagens para trazer mais emprego e
renda e elevar a posição da cidade no ranking de desenvolvimento.
Trânsito
continua atropelado
por pontos críticos
O trânsito "caótico"
melhorou no Alvinópolis, ganhou visual de cidade grande no centro, impediu
abusos dos motoristas nos pontos de monitoramento eletrônico, mas continua
"atropelado" literalmente por pontos críticos. São cruzamentos,
confluências e passagens onde o motorista e o pedestre se arriscam, quando não
sofrem acidentes.
No Alvinópolis, o motorista
está hoje mais acostumado ao mapa travado das ruas, em que mudaram mãos de
direção e instalaram-se sinalização de solo e "ilha". Aumentou a
segurança nos cruzamentos, embora apenas a sinalização de solo esteja
presente no horizonte do olhar. Clóvis Soares, Dona Gertrudes e São Paulo são
artérias hoje mais tranqüilas para o pedestre e para o motorista, embora
haja lentidão nos horários de mais movimento.
O Alvinópolis foi um
"laboratório" para as mudanças de trânsito em Atibaia. No geral,
os pontos críticos se mantêm complicados em outras regiões da cidade. A área
da rodoviária, no centro, é uma das piores. O cruzamento de pedestres que
buscam o terminal e os pontos de ônibus urbanos torna o lugar um dos mais
perigosos de Atibaia. Até agora, o Trânsito da Prefeitura fez pouco para
melhorar a região.
Quem desce por ali, depois
de passar pela rodoviária ou vindo da Adolfo André, para entrar na rua
Albertina Miele Pires (onde fica a Secretaria da Educação), enfrenta talvez
o ponto mais problemático do trânsito em Atibaia. Os veículos cruzam sobre
os paralelepípedos em quatro direções. Nos horários de pico, há demora,
irritação e avanços arriscados por parte de motoristas na travessia,
disputada também pelos ônibus rodoviários e urbanos.
Subindo, quem passa pela
rodoviária e pega a rua João Pires, encontra no cruzamento com a avenida São
João outro ponto crítico complicado de Atibaia. Também nos horários de
pico - almoço e fim da tarde - há lentidão, agravada pela circulação de
ônibus e caminhões. Perto dali, o cruzamento da rua Benedito Almeida Bueno
com a avenida São João é perigoso mais para o pedestre, que tem de
acompanhar as fases dos semáforos, distribuindo o trânsito em quatro direções.
Outro ponto crítico do trânsito,
que até agora não foi melhorado (até pela dificuldade de semáforo), é o
da alça sobre o Centro de Convenções. Entrar na alameda Lucas, no sentido
bairro, é bastante difícil e perigoso nos momentos de trânsito intenso,
principalmente à tarde. O risco é colisão é permanente, porque os
motoristas, depois de passarem pelo monitoramento eletrônico na frente da
escola Major, aumentam a velocidade e sobem geralmente com pressa.
Na cidade, a circulação de
veículos e pedestres na altura das escolas melhorou em geral, com o
monitoramento eletrônico e com a presença da Guarda Municipal, em alguns
momentos. O Major é o "laboratório" dessa experiência. Na Escola
Maria Helena Ferraz e na FAAT (avenida Nove de Julho), há mais cuidado hoje.
No Alvinópolis, na frente da Escola Guilherme Contesini, a segurança
aumentou com a mão única de direção.
A instalação de câmeras
vai melhorar o acompanhamento de pontos críticos do trânsito e a expectativa
é de que a Prefeitura avance nesse quesito na próxima administração. O
sistema de câmaras, pelo que se vê em outros municípios, permite até
enviar guardas municipais com mais agilidade a áreas com problemas e mudar o
tempo dos semáforos para evitar congestionamentos (o que já aconteceu no
caso do cruzamento da Adolfo André com avenida São João, melhorando a fluência).
Também permite controlar em tempo real a localização dos ônibus na cidade.
Além de sinalização e
fiscalização, o trânsito de Atibaia precisa de campanhas que orientem e
incentivem o motorista a um comportamento mais civilizado, abandonando o
individualismo e as atitudes desrespeitosas. Em ruas como a Adolfo André, é
comum verificar um veículo ocupando duas faixas de rolamento, o que atrasa
ainda mais o trânsito. A velocidade inadequada - alta, evidentemente - em
ruas com pedestres ainda é verificada no centro e nos bairros.
Por outro lado, são freqüentes
os acidentes, com ferimentos e danos materiais, envolvendo motoristas e
motociclistas. Em muitos casos, as motos rodam a cidade de forma ameaçadora,
tanto para outros condutores quanto para os pedestres. A cidade precisa reforçar,
com os jovens, a educação e o conhecimento sobre a legislação no trânsito.
Como fizeram outras cidades,
o Trânsito de Atibaia poderia colocar faixas e cartazes nos pontos críticos,
sinalizando, por exemplo, os cruzamentos onde ocorre o maior número de
acidentes. O objetivo seria alertar os motoristas que passam por esses locais
para que redobrem o cuidado. Também seriam úteis cartazes nas ruas e
avenidas que concentram o maior número de atropelamentos e acidentes com
motos.
Trânsito
continua atropelado
por pontos críticos
Projeto promove a cultura
circense na escola
foto - circo
A Equipe Alegria, composta
por ex-integrantes do Circo Garcia, ministrou uma curta oficina de circo e
apresentou um espetáculo circense aos alunos da Escola Municipal Walter Engrácia
de Oliveira, no Caetetuba, na última quarta-feira, dia 29 de outubro.
Com duração de duas horas,
a oficina de circo reuniu 365 crianças, com idades entre 6 e 10 anos, que
aprenderam noções de equilíbrio em pernas-de-pau e malabarismo. Ao final,
os cinco integrantes da Equipe Alegria apresentaram um espetáculo com números
clássicos de circo, tais como malabarismo, contorcionismo, mágica e show com
palhaços.
O objetivo da Equipe Alegria
é promover a cultura circense por meio de apresentações abertas ao público,
levando cultura, fantasia e alegria a diversas cidades. Dessa forma, a equipe
transforma o ambiente do show em um circo, utilizando equipamentos como:
picadeiro inflável, tapete tradicional de circo, uma pirâmide multicor e
equipamentos de malabarismo, equilibrismo, perna-de-pau e cama elástica.
O espetáculo foi criado,
produzido, dirigido e apresentado por Arisvaldo Nascimento Rabelo e conta com
as participações de Márcio Garcez Silva, Wander Rabelo, Viviane Rabelo e Júlio
Batista de Sousa. As apresentações da Equipe Alegria fazem parte do Programa
de Ação Cultural (PAC) da Secretaria de Estado da Cultura e, em Atibaia,
tiveram o apoio da Prefeitura.
Programa
Alimente-se Bem do
SESI irá ao bairro do Tanque

A unidade móvel do SESI,
que traz uma cozinha didática completa onde acontecem as aulas do Programa
Alimente-se Bem, ficará estacionada ao lado do Centro Comunitário da Estação
do Bairro do Tanque. As inscrições estarão abertas do dia 3 a 14 de
novembro, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, no Centro Comunitário da
Estação do bairro do Tanque. O início das aulas será no dia 18 de
novembro, com várias turmas de 30 alunos, distribuídas em diversos horários.
Novos hábitos e mais saúde
O Programa Alimente-se Bem
do SESI tem como objetivo educacional mudar alguns hábitos alimentares,
evitando o desperdício de partes importantes dos alimentos, por
desconhecimento dos valores nutricionais e das inúmeras possibilidades culinárias.
Os participantes aprendem
com as nutricionistas do SESI como preparar crepes de banana, polenta de soja,
sucos de verduras, charutos de folhas de beterraba, entre outros deliciosos
pratos, aproveitando cascas, talos e folhas, que proporcionam uma alimentação
saudável e econômica com ingredientes fáceis de encontrar. Com aulas teóricas
e práticas, os participantes também podem degustar todos os pratos
preparados na cozinha e, ao final do curso, levam para casa o livro de
receitas exclusivo do programa, além de um certificado de participação.
A vinda do Programa
Alimente-se Bem do SESI para Atibaia, pela quinta vez, foi possível graças
ao Orçamento Participativo 2008, que destinou recursos para o projeto
Cozinhas Comunitárias, votados pela população e desenvolvidos pela
Coordenadoria Especial de Ação Comunitária, e também aos esforços da
primeira-dama Fernanda Tricoli junto à direção do SESI, pois a unidade móvel
tem uma agenda lotada para o ano todo.
Caminhões
desrespeitam horário
de circulação no centro
Nas últimas semanas, o
jornal O Atibaiense recebeu algumas denúncias referentes ao desrespeito de
motoristas de caminhões pesados aos horários de circulação pela área
central do município. Vários leitores relataram que havia caminhões pesados
circulando entre as 10h e 18h (horário que restringe esse acesso),
atrapalhando o trânsito e causando alguns transtornos.
A maior indignação dos
leitores, no entanto, não foi nem tanto com o desrespeito desses motoristas,
mas sim com a falta de fiscalização na área. Um motorista nos relatou que
na semana passada, um caminhão tentava passar por uma das ruas centrais e não
conseguia fazer uma curva devido a carros estacionados. Com isso, o trânsito
parou para esperar pelas manobras do motorista do caminhão.
O problema relacionado à
circulação de veículos pesados na região central não é recente. Em 1997,
quando o Decreto nº 3481 estabeleceu a limitação de horário, já se
discutia os congestionamentos causados. No decreto, há um trecho que cita
“entrave ocasionado na fluidez do tráfego nas ruas centrais da cidade, em
decorrência dos serviços de carregamento e descarregamento de veículos,
assim como de seus reflexos intercorrentes, manifestados nos crescentes
congestionamentos que se verificam”. Se há mais de 10 anos já havia
problemas de congestionamento, com uma frota de veículos bem menor que a
atual, imagine se todos resolvem desrespeitar ao horário a partir de agora? O
centro, que já tem problemas de lentidão de trânsito em horários de pico,
viraria um caos.
Desde a instituição do
decreto é proibido o acesso, circulação e serviços de carregamento e
descarregamento de veículos nas ruas do centro da cidade, entre 10h e 18h, de
segunda a sexta-feira e das 10h às 13h aos sábados. A limitação de horário
é para veículos com capacidade de carga superior a 1T. Apenas quem tem
autorização prévia do Departamento de Segurança Pública do Município
pode circular nesses horários.
Em contato com a assessoria
de imprensa da Prefeitura, sobre os atuais problemas, fomos informados que o
departamento de trânsito da Secretaria de Segurança Pública da Prefeitura
de Atibaia realiza a fiscalização “de acordo com a quantidade de fiscais e
disponibilidade das equipes de trânsito, ainda insuficientes, uma vez que foi
reduzido o número de fiscais de trânsito aprovados no último concurso público”.
A Prefeitura, no entanto, afirma que intensificará a fiscalização nas
principais ruas da cidade, o que é necessidade urgente, não apenas por causa
dos caminhões, mas também de todos os motoristas, que obviamente aproveitam
a falta de fiscalização para cometer infrações que prejudicam o já
complicado tráfego no centro.
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