Edição 01/11/2008 - VARIEDADES
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Quantas vezes você já
passou pela situação de ter algo importante para fazer, mas sentiu preguiça
e adiou a execução? Conhece alguém que deixa tudo para depois? Se você não
se encaixa em nenhum desses perfis, parabéns, considere-se alguém que sabe
bem como administrar o seu tempo e suas prioridades. Porém, caso se
identifique com alguma dessas situações, é preciso rever suas atitudes e
evitar a procrastinação, isto é, o famoso "empurrar com a
barriga". Em artigo para o boletim
online da consultoria Catho, o especialista Christian Barbosa falou sobre a
administração do tempo. "Uma das maiores reclamações que ouço nos
corredores das empresas é a falta de tempo para o trabalho e para a realização
pessoal. Porém, percebo que muita gente tem tempo de sobra, mas não sabe
como administrá-lo e se perde entre as urgências e as atividades
importantes. Adiar o que precisa ser feito é um dos motivos pelos quais
algumas pessoas dizem que gostariam que o dia tivesse mais de 24 horas". Segundo o especialista, agir
assim parece não ter conseqüências muito grandes à primeira vista, mas é
melhor mudar agora para depois não olhar para trás e pensar que poderia ter
aproveitado melhor aquele momento que você passou fazendo coisas sem importância.
Até porque tempo perdido é algo que não se recupera. Ele deu algumas sugestões
que podem fazer toda a diferença: Comece por algo pequeno - Às
vezes sentimos preguiça e pouca disposição para executarmos aquela
atividade que programamos. A dica é começar por uma série de coisas
simples, fáceis e pequenas, pois isso ajuda você a entrar no ritmo. Um bom
exemplo é focar-se em responder e-mails, fazer as ligações que precisam ser
feitas ou checar o seu saldo no banco. Ou seja, nada que precise usar muito a
mente. Divida em pequenas partes -
Temos a tendência de procrastinar coisas grandes, chatas ou complexas. Nesse
caso, a saída é planejar essa atividade em pequenos pedaços, mas distribuídos
em vários momentos ou dias. Agir assim evita focar um dia só naquela
atividade e fica menos cansativo fazer partes menores, o que minimiza os possíveis
atrasos de última hora. Mas, se for fazer isso, comece com antecedência. Crie recompensas - Você se
lembra quando sua mãe dizia: "Se fizer toda a lição de casa, vai
ganhar um sorvete..."? Essa é uma das primeiras formas de motivação
que aprendemos quando crianças. Era uma ótima maneira de fazermos aquela
coisa chata, mas que era obrigatória. Por que não nos motivarmos de novo?
Pense na recompensa, no elogio ou no reconhecimento que receberá ao finalizar
essa atividade. Qualquer tipo de motivação nos ajuda a seguir em frente e
terminar aquilo que não estamos com vontade. Foque nas tarefas - O que
você está fazendo agora é uma tarefa importante? Se for, ótimo, está no
caminho certo. Mas se não for, é provável que esteja perdendo tempo à toa.
Geralmente, quando procrastinamos fazemos muitas coisas circunstanciais, isto
é, que não trazem resultados importantes para a nossa vida. É aquele site
que você acessa, o vídeo que recebeu de um amigo por e-mail ou aquele
"oi" que te mandam no MSN. Se você não está fazendo uma tarefa
importante agora, pare e faça alguma! Para o especialista, não
precisa mais reclamar da falta de tempo ou desejar "esticar" o dia
porque há muitas atividades pendentes. "Sejamos realistas e vamos
admitir que um dia de 48 horas não é possível e nem seria saudável. O que
precisamos mesmo é aproveitar o tempo que temos disponível. Procrastinar só
trará mais dor de cabeça lá na frente, quando você perceber que poderia
ter aproveitado melhor o dia e ter sido um pouco mais produtivo". Christian Barbosa é autor
dos livros "A Tríade do Tempo - A Evolução da Produtividade
Pessoal", pela Editora Campus, e "Você, Dona do Seu Tempo",
pela Editora Gente. É também sócio da Triad, empresa especializada em
produtividade que presta consultoria e treinamento, além de facilitador do
programa de empreendedores do Sebrae/ONU–Empretec, que já teve curso em
Atibaia, graças ao apoio da Associação Comercial (ACIA).
Crédito
continua barato, O consumidor contará com um
crédito mais barato do que o que vem sendo ofertado, mas não no mesmo
patamar daquele que tomava há seis meses, de acordo com o economista-chefe da
Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Rubens Sardenberg. O tema foi
abordado por Flávia Furlan Nunes, no site InfoMoney. Em resposta à crise
financeira internacional, ele afirmou que houve uma restrição da oferta de
crédito, o que fez com que os bancos ficassem mais cautelosos, os prazos
diminuíssem e, como conseqüência, o crédito encarecesse ao consumidor. O
cenário, de acordo com ele, vem melhorando, principalmente devido às medidas
tomadas pelo Banco Central, como a liberação de compulsório e a compra de
carteiras. "Agora, voltar para
seis meses atrás, por enquanto, é muito difícil, porque nós estamos
entrando em um cenário diferente do anterior, que tinha taxas de juros
baixas, uma oferta abundante de crédito aqui e no exterior", explicou. A
situação acima, por sua vez, depende de como o mercado de crédito irá se
comportar diante deste encarecimento. Se houver uma diminuição muito forte
da atividade, é possível que as taxas de juros respondam a isso e diminuam.
"Quando as coisas voltarem ao normal, ainda assim você vai ter taxas um
pouquinho mais altas. No momento seguinte, vai depender muito de como a
atividade vai se comportar". De acordo com Sardenberg, em
um primeiro momento, as operações de longo prazo serão as mais afetadas com
o encarecimento do crédito. "Tenho impressão de que as operações mais
longas vão ter impacto maior, onde há, pelo seu horizonte de tempo, um risco
maior", afirmou o economista-chefe. Ele inclui neste grupo os
financiamentos, que vinham crescendo mais fortemente, mas que terão um
encurtamento dos prazos. Ele ainda acredita que os
bancos vão priorizar muito as operações de seus próprios clientes.
"Aquelas operações com financeiras, não-clientes, com grau maior de
agressividade, vão se reduzir e é provavelmente onde vai haver encarecimento
maior do crédito", explicou. Diante deste novo cenário
da economia internacional, foi feita uma revisão do crescimento do crédito
no Brasil. Para este ano, deve ser verificado um avanço entre 25% e 30%. Para
2009, por sua vez, a previsão caiu de 20% para algo entre 15% e 20%. Conforme explicou Sardenberg
para o InfoMoney, a taxa de crescimento do crédito é alta no Brasil, além
de saudável, o que significa que não se corre aqui o mesmo risco dos EUA.
Porém, a relação crédito sobre o PIB (Produto Interno Bruto) ainda é
baixa aqui no País. "A relação é de 38%, contra mais ou menos 200%
nos Estados Unidos e 180% na Inglaterra". |