Caçambas desrespeitam lei
e
colocam motoristas em risco
Thais Otoni
No Brasil, a maior parte
das leis permanece apenas no papel e em Atibaia não é diferente. Recebemos
recentemente reclamações referentes às caçambas de entulho espalhadas pela
cidade. A lei que disciplina a prestação de serviços de coleta e remoção de
entulhos através de “caminhões-caçamba” é clara e coloca uma série de normas e
regras que devem ser cumpridas. Fora do papel, no entanto, a lei 2826, de 10
de dezembro de 1997, não funciona perfeitamente.
Uma das reclamações que
chegaram à redação refere-se à falta de sinalização das caçambas, o que coloca
motoristas em risco à noite, em ruas mal iluminadas. Sem serem vistas, as
caçambas tornam-se obstáculos capazes de causar acidentes com grandes estragos
aos veículos. De acordo com o Artigo 7º da lei, a caçamba deverá possuir “I -
faixa fluorescente ou olho de gato visíveis em todos os lados”.
Também é proibida a
colocação ou transporte durante os finais de semana, assim como mantê-las nas
ruas aos sábados, domingos e feriados. Não vemos em Atibaia a retirada de tais
caçambas nos finais de semana.
Outra reclamação refere-se
ao transporte dessas caçambas por caminhões, para o despejo do entulho. Alguns
desses caminhões colocam em risco motoristas e pedestres, além do risco de
danificarem veículos com o excesso de entulho que transportam e que vai caindo
pelas ruas. Pelo Artigo 6º da lei, é permitido trafegar com “carga rasa
limitada à borda da caçamba, sem qualquer coroamento”.
Se a lei que disciplina o
uso de caçambas é falha quanto à fiscalização, ao menos a destinação do
entulho tem funcionado bem. Hoje, segundo o Departamento de Comunicação da
Prefeitura, “parte do entulho produzido na cidade é reciclado na usina do
bairro Ressaca, de responsabilidade da iniciativa privada. O material é
triturado e aplicado na conservação de estradas rurais. O entulho reciclado
substitui o cascalho natural, feito de pedra britada”.
Ainda segundo o
Departamento, outra parte vai para o aterro no bairro Caetetuba. Vale
ressaltar que o aterro não é sanitário, e sim próprio para isso. “Segundo a
Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente, a intenção da Prefeitura é aumentar a
quantidade de entulho encaminhado para a reciclagem. Reunião com os
empresários do setor, no dia 30 de junho, estabeleceu a prioridade do uso da
usina de Reciclagem. A Prefeitura estuda a possibilidade de implantar novas
usinas na cidade. A Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente já elabora o Plano
de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil. A legislação atende aos
requisitos da resolução Conama 307 e deve ser encaminhada em breve à Câmara
Municipal”, finaliza a nota.
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