Edição 02/08/2008 – CIDADE

 

Mortalidade infantil diminuiu no
 Estado, mas cresceu em Atibaia


 

Balanço da Fundação Seade com base nos dados da Secretaria de Estado da Saúde aponta que, em 2007, o Estado de São Paulo conseguiu atingir o menor índice de mortalidade infantil de sua história. A taxa ficou em 13,1 óbitos de crianças menores de um ano por mil nascidas vivas, o que representa uma queda 11,5% na comparação com 2003, quando o índice era de 14,8. Em relação a 1995, ano em que o índice ficou em 24,6, a queda foi de 46,7%.

Na região metropolitana de São Paulo, o índice de 2007 foi de 12,9, contra 13,3 no ano anterior, 13,4 em 2005, 14,4 em 2004 e 14,8 em 2003. O aprimoramento da assistência ao parto e à gestante, a ampliação do acesso ao pré-natal, a expansão do saneamento básico e a vacinação em massa de crianças pelo SUS (Sistema Único de Saúde) são os principais motivos para a queda na taxa de mortalidade infantil, que é considerado o principal indicador de saúde pública, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde).

Ano a ano, o Estado de São Paulo vem conseguindo reduzir as mortes infantis. Em 2006 o índice havia sido de 13,3. No ano anterior, 13,4. Em 2004, 14,3. Em 2002 a taxa ficou em 15,0 e, em 2001, 16,1. Dos 645 municípios paulistas, cerca de 250 apresentaram índice de mortalidade infantil inferior a dois dígitos, comparável a países desenvolvidos. Nenhuma região do Estado apresentou índice superior a 19.

         Barretos foi a região do Estado que apresentou a menor taxa de mortalidade infantil em 2007, com 10,3 óbitos por mil nascidos vivos, seguida por Araraquara, com 10,7, e Presidente Prudente, com 11,0. Na comparação com 2006, Presidente Prudente também se destacou por registrar a maior queda do índice em apenas um ano: 18,7%. Normalmente, quanto mais baixa a taxa de mortalidade infantil, mais lenta costuma ser sua redução.

        “Constantemente, o Estado tem diminuído seus índices de mortalidade infantil, o que comprova o acerto das políticas de saúde pública desenvolvidas em parceria com os municípios nos últimos anos. Não é natural haver óbitos de crianças. Por isso vamos trabalhar para reduzir ainda mais a taxa de 2008”, afirma o secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata.

Em Atibaia, conforme o relatório apresentado pela Secretaria Municipal de Saúde em audiência pública sobre o período abril a junho deste ano, a mortalidade infantil cresceu. Considerando o número na relação com 1.000 nascidos vivos, a meta era de 10,7. No primeiro trimestre de 2008, o indicador foi de 15,5. No segundo trimestre, cresceu para 18,9 óbitos de crianças menores de um ano de idade.