Edição 05/11/2008 - EVENTOS
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Peça
de teatro “A Vila” será
O espetáculo teatral “A
Vila” será apresentado nesta sexta-feira, dia 7 de novembro, às 19h30, no
Centro de Convenções Victor Brecheret. A peça será encenada pelos alunos
da Oficina de Montagem Teatral, ministrada pela atriz e jornalista Ana Gouvêa. A direção da peça ficou
por conta da própria Ana Gouvêa e o texto, de criação coletiva, foi
baseado no livro de Roseana Murray, “Três velhinhas tão velhinhas”. O
espetáculo contará ainda com a participação especial da Escola de Samba
Independência. A entrada é franca, mas os
espectadores poderão doar um pacote de fraldas Sênior tamanho G, que serão
entregues à Vila São Vicente de Paulo. A Oficina de Montagem
Teatral gratuita foi um dos 15 projetos selecionados no edital de apoio a
projetos culturais, da Secretaria de Cultura, e teve como objetivo a valorização
e a sócio-integração do idoso por meio da arte de interpretar, usando como
mecanismo principal a fantasia e o lúdico. A oficina teve início no mês de
agosto e foi dividida em duas fases: na primeira, os alunos tiveram aulas
sobre técnicas de teatro e depois começaram os ensaios para a peça “A
Vila”. Nos dias 10, 17 e 24 de
novembro, o espetáculo de teatro será apresentado nas escolas da rede
municipal de ensino.
A alegria está garantida na
praça da Matriz, a partir das 16h do próximo sábado, 8 de novembro. É que
a trupe Acrobático Fratelli fará no espaço suas piruetas e brincadeiras no
ar, para divertimento da garotada e das crianças de até 100 anos. Desde
1986, estão na área de shows com grande diversidade de performances e espetáculos
da área circense e teatral. Além dos espetáculos
circenses, os "acrobáticos" fazem oficinas e cursos sobre trapézio
Petit Volant, cama elástica, acrobacia, pirâmides humanas, arame, cordas elásticas,
tirolesas e parede de alpinismo. No site www.acrobaticofratelli.com.br, eles
explicam que começaram o trabalho
do grupo na área teatral, circense e cinematográfica. "Como artistas
realizamos mais de 4.000 espetáculos, cerca de 300 comerciais de televisão,
variados espetáculos teatrais e trabalhamos em mais de 20 países. Com o
aumento de nossa experiência na área técnica, iniciamos trabalhos com
montagens, trabalhos em altura, locações de equipamentos, montagens de
estruturas variadas, efeitos especiais, eventos, produções para cinema e tv,
etc", explicam. O público não pode perder.
Lúcia Merlino está
entusiasmada com um evento que prepara para dezembro. É que, no dia 13,
realizará entre 9h e 18h, no seu espaço Baepi, em Atibaia, o workshop
"Shakespeare: sentidos, sentimentos e forma". As vinte vagas serão
preenchidas por ordem de inscrição. O convidado para as
atividades é Brian Stirner, diretor de teatro e cinema em Londres. Depois de
dirigir muitas produções na Royal Academy of Dramatic Art (RADA), onde
continua como professor associado, Stirner foi apontado como diretor artístico
do Bush Theatre, considerado um dos melhores espaços teatrais na área de
novos textos. Ele trabalhou ainda no Royal Court Theatre, Riverside Studios e
também no West End. Recebeu prêmios como os do
London Fringe Awards e de melhor roteiro no Festival de Cinema de Bruxelas.
Duas vezes por ano ensina Shakespeare para estudantes da New York University.
Brian Stirner foi elogiado pelo filme "A Kind of Hush" e dirigiu três
filmes da serie "The Inspector Lynley Mysteries", da BBC. A crítica
o vê como um diretor contido, preciso, tocante e impecável. Lúcia Merlino e José
Rubens Siqueira, dramaturgo e tradutor, iniciam assim as atividades da Baepi
Arte e Cultura. É um espaço recheado de natureza, à beira de lago
particular, na zona rural de Atibaia. O lugar fica na estrada do Mackenzie,
bairro do Itapetinga. Mas por que Shakespeare?
"Ao representar Shakespeare, é comum a sensação de que a própria
linguagem do texto acaba sendo uma barreira à compreensão e ao processo do
ator. Isso é verdade tanto para o ator inglês, diante do texto elisabetano
original, como para o ator brasileiro, diante da versão em português". Shakespeare continua
reverenciado em todo o mundo, por sua profundidade, paixão e verdade. É
considerado um dos inventores da língua inglesa. Como entrar em contato com
essa amplitude? A resposta, segundo os organizadores do workshop, está na
linguagem, que à primeira vista é obstáculo mas funciona também como
ferramenta de compreensão. No workshop, serão
trabalhados trechos curtos do original em inglês, ao lado das traduções
para o português, revelando-se a forma como Shakespeare usava a estrutura da
língua. É necessário um conhecimento básico de inglês, sem necessidade de
fluência. Na programação, estarão exercícios de respiração, movimentos
suaves e contato visual, para maior conexão com o processo emocional do ator.
Informações e inscrições
podem ser obtidas pelo fone 4412-3981 ou o e-mail baepiartecultura@gmail.com.
Faustino Vicente * Consagrada como uma das sete
artes tradicionais, a poesia tem no poeta o agente que faz da palavra a sua
mais nobre matéria-prima. A verdade é que o poeta é muito mais que um
sonhador ou vendedor de emoções e de paixões, mensageiro da nostalgia e da
alegria, mas alguém que pode dar uma lição exemplar ao mais racional dos
segmentos – o sistema financeiro internacional. Entre os escultores de
versos, o nosso destaque vai para Paulinho da Viola, poeta, compositor e músico
dos mais brilhantes do Brasil. Em Argumento, letra e música de sua autoria,
vamos encontrar um alerta aos Governantes, à classe empresarial e à cada um
de nós; “Faça como o velho marinheiro/que durante o nevoeiro/ toca o barco
devagar”. A maior potencia (EUA) econômica,
financeira e bélica do planeta,com cerca de 25% do PIB mundial,vacila, balança
e revela o seu “calcanhar-de-aquiles”. De Wall Street, epicentro da crise,
partiu o mais furioso “tsunami financeiro” das últimas décadas que, em
segundos, varreu o planeta levando pânico à todos os Ministros de Finanças.
Instalada a incerteza, palavra detestada pelo mercado, a perspectiva é que os
seis bilhões e seiscentos milhões de habitantes da terra terão que pagar a
conta, pelo erro de gestão de alguns banqueiros. Socializar os prejuízos é
humilhante, e ver o capitalismo sendo salvo pelo socialismo é intrigante.A tão
cortejada globalização transformou o mundo dos negócios numa jogada de
xadrez – movimenta-se uma única peça e mexe-se no jogo todo. Com menor volume de dinheiro
no mercado global, maior taxa de juros, seletividade rigorosa na concessão de
empréstimos, redução de investimentos por parte das empresas, queda de
consumo, menor PIB mundial, mais desemprego, lamentavelmente, haverá aumento
da pobreza mundial. Reverter essa tendência é questão de competência. O crédito,que
irriga o mundo dos negócios, está para o desenvolvimento (econômico e
social) assim como o sangue está para o corpo humano. Nem as lições do
passado, (1929/1930-EUA), o domínio das mais avançadas teorias econômicas,
as incríveis descobertas científicas e o espetacular desenvolvimento tecnológico
foram barragens eficazes para conter esse “tsunami financeiro”,provocado,
irresponsavelmente, por falha humana. O que nos deixa perplexo é
saber que apesar do elevado grau de inteligência, formação acadêmica nas
melhores universidades do mundo, longos anos de experiência e salários
milionários, banqueiros norte-americanos tenham cometido esse gravíssimo
erro de gestão. Essa ocorrência contrasta com os procedimentos da Diretoria
de recursos humanos das grandes corporações,que exigem: capacitação técnica,
conduta ética, competências ecléticas, visão sistêmica do negócio em que
atuam,versatilidade,criatividade para reverter resultados
negativos,gerenciamento interativo,entre outros. Num desses pré-requisitos os
executivos falharam. A intervenção do Estado
(teoria keynesiana) levará os países a destinarem alguns (?) trilhões de dólares,
para resgatar a confiança nos bancos e evitar a redução drástica do ciclo
produtivo. Quais seriam os benefícios, para a população de baixa renda, se
esse valor (astronômico) fosse investido em projetos sociais? Erradicação
da fome, que atinge mais de um bilhão de pessoas, geração de renda para
milhões de desempregados, prestação de serviços públicos de elevada
qualidade e a eliminação da mais aviltante das violências – a miséria. A crise torna-se real quando
sai do econômico e vai para o psicológico, deslocando-se da Bolsa de Valores
para o bolso dos consumidores - a parte mais sensível do corpo humano.
Encerramos com o pensamento do célebre prosador,político e orador romano, Cícero
(106-43 a.C): “Vamos equilibrar o orçamento, proteger o tesouro, combater a
usura e reduzir a burocracia. Caso contrário...afundaremos todos”. ·Faustino Vicente -
Consultor de Empresas e de Órgãos Públicos – e-mail:
faustino.vicente@uol.com.br – tel.(11) 4586.7426 – Jundiaí (Terra da Uva)
- São Paulo – Brasil. |