Checar
e-mail a toda hora
causa estresse
Pesquisa realizada pela
Universidade de Glasgow, na Escócia, revela que um dilúvio de
e-mails interrompendo constantemente o trabalho estressa os
profissionais. Na tentativa de verificar as mensagens, eles se sentem
mais cansados, frustrados e menos produtivos. O alerta foi feito em
matéria de Flávia Furlan Nunes para o site InfoMoney.
De acordo com a coordenadora
da pesquisa e integrante do Departamento de Ciência da Universidade
de Glasgow, dra. Karen Renaud, os profissionais devem checar os
e-mails apenas algumas vezes ao dia para reduzir o nível de estresse,
protegendo sua saúde e se sentindo menos invadidos pelas mensagens.
"O e-mail é um fator
que hoje causa os maiores problemas na vida profissional. É uma
ferramenta incrível, mas perturba o profissional. Você quer saber o
que está nele, principalmente se for de algum membro da família ou
de algum amigo, do seu chefe e, então, você pára o que está
fazendo para ler a mensagem".
O problema, por sua vez,
acontece quando o profissional volta ao trabalho, uma vez que perdeu a
linha de raciocínio. "O cérebro das pessoas fica cansado por
parar por alguns minutos para checar e-mails". Conforme explicou
Karen, quanto mais uma pessoa se distrair, mais se sentirá cansada e
menos produtiva.
Junto com a psicóloga
Judith Ramsay, da Universidade de Paisley, e do estatístico Mario
Hair, Karen entrevistou 177 pessoas, principalmente acadêmicos e
envolvidos em trabalhos criativos, para analisar como elas lidavam com
o recebimento de e-mails. Eles encontraram que 34% dos profissionais
se sentem estressados pelo grande número de e-mails e pela obrigação
de respondê-los rapidamente. Outros 28% também têm a mesma sensação,
mas porque se sentem pressionados pelas mensagens. Apenas 38% se
sentem relaxados, porque só respondem no período depois de um dia ou
uma semana.
De acordo com o estudo, os
profissionais em um computador trocam suas atividades para checar os
e-mails entre 30 e 40 vezes por hora, em um período entre alguns
segundos e minutos. Porém, metade dos entrevistados disse olhar as
mensagens uma vez a cada hora e 35% afirmaram fazer a cada 15 minutos.
O estudo afirmou que, quando
os profissionais lêem a mensagem, geralmente sentem que têm a
responsabilidade de responder rapidamente para atender as expectativas
de quem enviou. "Mulheres, em particular, tendem a se sentir mais
pressionadas a responder do que os homens". A recomendação,
para não piorar a situação, é de que os supervisores das equipes não
pressionem os funcionários a responderem rapidamente os e-mails.
Cirurgião-dentista
de Atibaia
é homenageado pelo Conselho
de Odontologia
O cirurgião-dentista
Toshifumi Yamada, de Atibaia, recebeu uma medalha comemorativa do
Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP). No dia 23 de
agosto, o CROSP realizou uma cerimônia em comemoração ao Centenário
da Imigração Japonesa no Brasil, homenageando os cirurgiões-dentistas
nikkeis da região de Campinas.
O evento ocorreu no
Instituto Cultural Nipo-Brasileiro de Campinas e simbolizou o
agradecimento do Conselho pelos trabalhos da comunidade nipônica nas
áreas da cultura e da economia do país. A cerimônia contou com a
presença dos delegados-presidentes das seccionais do CROSP de
Campinas, Piracicaba, Mogi-Guaçu, Sorocaba, Araraquara e Jundiaí.
Dentre os homenageados,
estava o atibaiense Toshifumi Yamada, que há 44 anos dedica-se à
odontologia. Residente em Atibaia desde 1969, o Dr. Yamada trouxe
diversas contribuições ao bem-estar da população com o seu
trabalho desenvolvido no município. “A Prefeitura, por meio da
Secretaria de Saúde, parabeniza o Dr. Yamada e seus familiares por
esta homenagem e ficamos honrados pelo fato de um dentista de Atibaia
representar a colônia japonesa e a nossa cidade nesse importante
evento promovido pelo conselho”, afirma a Drª Maria Fernanda Trícoli,
coordenadora de saúde bucal.
Bares
estão por toda parte, mas
segurança alimentar deve melhorar
"Este é o único setor
presente em todos os municípios brasileiros", afirmou o
presidente da Abrasel Nacional (Associação Brasileira de Bares e
Restaurantes), Paulo Solmucci Jr, durante a abertura do 20º Congresso
da Abrasel, informou o site InfoMoney. Segundo ele, o país abriga
hoje um milhão de bares e restaurantes, responsáveis pela geração
de 6 milhões de empregos. Ele aproveitou a ocasião para lembrar das
preocupações do setor com relação à Lei Seca, que proibiu o
consumo de álcool por condutores de veículos em todo o território
nacional.
Solmucci falou ainda sobre a
alimentação fora do lar e sua importância na economia nacional. Um
quarto de tudo que se consome em nosso setor diz respeito à alimentação
fora de casa, garantiu, conforme publicou a Agência Sebrae. Quarenta
por cento do PIB do turismo correspondem aos negócios gerados pelo
setor de bares e restaurantes, que também é responsável por 65% dos
empregos da cadeia produtiva do turismo.
Outro tema do encontro foi a
segurança sanitária dos alimentos ofertados para consumo da população,
um dos desafios da saúde pública. Embora no Brasil anualmente mais
de seis mil pessoas morram e 500 mil sejam internadas devido a
problemas causados por falta de segurança dos alimentos,
representando um gasto de 15 bilhões de reais para o sistema de saúde
do país, o poder público ainda não tem políticas voltadas
especialmente para a capacitação em grande escala dos profissionais
que atuam na área de produção e manipulação de alimentos.
O tema teve como debatedores
a gerente geral de alimentos da Anvisa, Denise Resende, o coordenador
do Programa de Turismo do Sebrae Nacional, Dival Smith, o diretor da
Associação Brasileira de Franchising (ABF), João Batista da Silva Júnior,
e o presidente executivo da Abrasel, Paulo Solmucci Júnior.
Segundo a gerente de
alimentos da Anvisa, o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, no
conjunto de suas ações de controle na área de alimentos, buscou
investir no projeto de capacitação de recursos humanos em Sistemas
Modernos de Inspeção Sanitária. Este projeto inclui cursos de Boas
Práticas de Produção de Alimentos (GMP), Procedimentos Padrão de
Higiene Operacional (SSOP); Análise de Perigos e Pontos Críticos de
Controle (HACCP) e Auditoria e Metodologia. “O conhecimento de novos
instrumentos e metodologias de inspeção e de processo pedagógico
repassado aos técnicos dos serviços de vigilância sanitária
estaduais permitiu a sua multiplicação para técnicos das vigilâncias
municipais. Dessa forma, foi possível aumentar a cobertura e agilizar
as ações”, afirmou Denise Resende.
Ela explicou que estas ações
permitiram avaliar as práticas adotadas pelos estabelecimentos
produtores e prestadores de serviços da área de alimentos e de
alimentação e intervir nas situações de risco de contaminações
por perigos químicos, físicos ou biológicos, ou em casos de riscos
de possíveis agravos pelos alimentos colocados para consumo.
Denise ressaltou que este
trabalho esbarra em desafios como a alta rotatividade de profissionais
nesta área e o baixo nível de escolaridade. “Além disso, temos
insuficiência de recursos humanos no Sistema de Vigilância Sanitária
para acompanhar e fiscalizar o elevado número de estabelecimentos e
profissionais na área de produção de alimentos, e ausência de
profissionais aptos a ministrar cursos. Isto dificulta muito nosso
trabalho”. Ela disse ainda que, no Brasil, a maioria das empresas
ainda se preocupa mais com o lucro em detrimento da segurança dos
alimentos. “Investir em segurança do alimento não é barato e
aqui, infelizmente, ainda se tem a cultura de pensar muito mais no
lucro dos negócios. É claro que isto não é um pensamento geral,
mas muitos ainda agem assim, por isso as iniciativas de associações
como a Abrasel no desenvolvimento de programas de capacitação e
treinamento são muito importantes para auxiliar o nosso trabalho”.
O coordenador do Sebrae,
Dival Smith ressaltou também que outro desafio é criar condições
para que estas empresas, depois de orientadas realmente tenham condições
de aplicar os conhecimentos recebidos. “É preciso que haja linhas
de créditos específicas para que os empresários consigam colocar em
prática os processos de segurança alimentar e fazer adequações
necessárias em seus empreendimentos”.
Déficit
de atenção explica
comportamento de distraídos e agitados
Conviver com uma pessoa
desorganizada, distraída, falante demais ou muito agitada pode ser
difícil e até irritante para alguns. Os muito distraídos acabam
sendo interpretados como pouco confiáveis e os mais agitados são
capazes de tirar o clima de tranqüilidade de um lugar. Se você
conhece alguma pessoa que preenche essas características, fique
atento: ela pode ser portadora de TDAH. A sigla identifica o
Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, transtorno
neurobiológico de causa genética e que se caracteriza por sintomas
de desatenção, impulsividade e hiperatividade, explicou Naísa
Modesto em artigo para o boletim online da consultoria Catho.
Segundo ela, estudos apontam que cerca de 5% da população
em idade escolar e 4% da população adulta sofram com o transtorno.
"O indivíduo com TDAH tem dificuldades para se concentrar em
tarefas, permanecer longo tempo realizando alguma atividade, manter o
foco atencional. Ao mesmo tempo, pode ser impulsivo, agitado, ter
dificuldades para completar tarefas e de pensar antes de dar respostas
adequadas", explica José Neander Abreu, doutor em Neurociências
e Comportamento, professor-adjunto da Universidade Federal do Recôncavo
da Bahia e vice-presidente da ABDA – Associação Brasileira do Déficit
de Atenção.
Abreu indica três apresentações
que caracterizam o TDAH: com predomínio de desatenção; com predomínio
de hiperatividade; e tipo combinado, no qual estão presentes os
sintomas tanto de desatenção quanto de hiperatividade.
Evidentemente, "todos nós apresentamos sinais de distração,
esquecimento e ansiedade, principalmente em virtude de fatores
cotidianos - como o estresse, por exemplo. A diferença de um portador
de TDAH está na quantidade dos sintomas apresentados: ele sofre com
estas características juntas e de forma freqüente", acrescentou
Naísa Modesto, citando Abreu.
O professor ainda listou
alguns sintomas comuns aos portadores do transtorno: falta de atenção
e organização; erros cometidos por descuido; abandono de tarefas
antes que estejam terminadas; perda de objetos com facilidade; distração
e esquecimento; agitação; verborragia (falar excessivamente);
termina frases antes de as pessoas as terem completado; tem
dificuldade para esperar a sua vez; interrompe os outros quando estão
ocupados; e tem dificuldade de esperar.
Apresentar os sintomas não
é suficiente, pois eles podem ser identificados em outras doenças,
como a depressão, por exemplo. Dentre os fatores considerados num
diagnóstico, os sintomas analisados com mais atenção são aqueles
que prejudicaram ou têm prejudicado significativamente o desempenho
da pessoa na escola ou no trabalho e devem ter sido apresentados ao
longo do desenvolvimento do indivíduo.
Uma vez diagnosticado o
transtorno, é aconselhável que sejam consultados psiquiatras ou
neurologistas. "O tratamento de primeira escolha, ou seja, aquele
que tem demonstrado os melhores efeitos, é realizado à base de
medicação psico-estimulante", explicou Abreu.
Atualmente, uma das substâncias
mais utilizadas é o metilfenidato, que favorece o equilíbrio de
substâncias que são envolvidas na manutenção da atenção e
controle dos impulsos, como a dopamina. O tratamento ainda pode
conciliar a terapia cognitivo-comportamental (para ajudar no controle
do comportamento), o acompanhamento psicopedagógico dirigido à
abordagem com dificuldades na vida acadêmica, o acompanhamento
fonoaudiológico e também a terapia ocupacional.
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