Edição 06/09/2008 – SAÚDE

 

Checar e-mail a toda hora
causa estresse

Pesquisa realizada pela Universidade de Glasgow, na Escócia, revela que um dilúvio de e-mails interrompendo constantemente o trabalho estressa os profissionais. Na tentativa de verificar as mensagens, eles se sentem mais cansados, frustrados e menos produtivos. O alerta foi feito em matéria de Flávia Furlan Nunes para o site InfoMoney.

De acordo com a coordenadora da pesquisa e integrante do Departamento de Ciência da Universidade de Glasgow, dra. Karen Renaud, os profissionais devem checar os e-mails apenas algumas vezes ao dia para reduzir o nível de estresse, protegendo sua saúde e se sentindo menos invadidos pelas mensagens.

"O e-mail é um fator que hoje causa os maiores problemas na vida profissional. É uma ferramenta incrível, mas perturba o profissional. Você quer saber o que está nele, principalmente se for de algum membro da família ou de algum amigo, do seu chefe e, então, você pára o que está fazendo para ler a mensagem".

O problema, por sua vez, acontece quando o profissional volta ao trabalho, uma vez que perdeu a linha de raciocínio. "O cérebro das pessoas fica cansado por parar por alguns minutos para checar e-mails". Conforme explicou Karen, quanto mais uma pessoa se distrair, mais se sentirá cansada e menos produtiva.

Junto com a psicóloga Judith Ramsay, da Universidade de Paisley, e do estatístico Mario Hair, Karen entrevistou 177 pessoas, principalmente acadêmicos e envolvidos em trabalhos criativos, para analisar como elas lidavam com o recebimento de e-mails. Eles encontraram que 34% dos profissionais se sentem estressados pelo grande número de e-mails e pela obrigação de respondê-los rapidamente. Outros 28% também têm a mesma sensação, mas porque se sentem pressionados pelas mensagens. Apenas 38% se sentem relaxados, porque só respondem no período depois de um dia ou uma semana.

De acordo com o estudo, os profissionais em um computador trocam suas atividades para checar os e-mails entre 30 e 40 vezes por hora, em um período entre alguns segundos e minutos. Porém, metade dos entrevistados disse olhar as mensagens uma vez a cada hora e 35% afirmaram fazer a cada 15 minutos.

O estudo afirmou que, quando os profissionais lêem a mensagem, geralmente sentem que têm a responsabilidade de responder rapidamente para atender as expectativas de quem enviou. "Mulheres, em particular, tendem a se sentir mais pressionadas a responder do que os homens". A recomendação, para não piorar a situação, é de que os supervisores das equipes não pressionem os funcionários a responderem rapidamente os e-mails.


Cirurgião-dentista de Atibaia
é homenageado pelo Conselho
de Odontologia

 

O cirurgião-dentista Toshifumi Yamada, de Atibaia, recebeu uma medalha comemorativa do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP). No dia 23 de agosto, o CROSP realizou uma cerimônia em comemoração ao Centenário da Imigração Japonesa no Brasil, homenageando os cirurgiões-dentistas nikkeis da região de Campinas.

O evento ocorreu no Instituto Cultural Nipo-Brasileiro de Campinas e simbolizou o agradecimento do Conselho pelos trabalhos da comunidade nipônica nas áreas da cultura e da economia do país. A cerimônia contou com a presença dos delegados-presidentes das seccionais do CROSP de Campinas, Piracicaba, Mogi-Guaçu, Sorocaba, Araraquara e Jundiaí.

Dentre os homenageados, estava o atibaiense Toshifumi Yamada, que há 44 anos dedica-se à odontologia. Residente em Atibaia desde 1969, o Dr. Yamada trouxe diversas contribuições ao bem-estar da população com o seu trabalho desenvolvido no município. “A Prefeitura, por meio da Secretaria de Saúde, parabeniza o Dr. Yamada e seus familiares por esta homenagem e ficamos honrados pelo fato de um dentista de Atibaia representar a colônia japonesa e a nossa cidade nesse importante evento promovido pelo conselho”, afirma a Drª Maria Fernanda Trícoli, coordenadora de saúde bucal.

 


Bares estão por toda parte, mas
segurança alimentar deve melhorar

 

"Este é o único setor presente em todos os municípios brasileiros", afirmou o presidente da Abrasel Nacional (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Paulo Solmucci Jr, durante a abertura do 20º Congresso da Abrasel, informou o site InfoMoney. Segundo ele, o país abriga hoje um milhão de bares e restaurantes, responsáveis pela geração de 6 milhões de empregos. Ele aproveitou a ocasião para lembrar das preocupações do setor com relação à Lei Seca, que proibiu o consumo de álcool por condutores de veículos em todo o território nacional.

Solmucci falou ainda sobre a alimentação fora do lar e sua importância na economia nacional. Um quarto de tudo que se consome em nosso setor diz respeito à alimentação fora de casa, garantiu, conforme publicou a Agência Sebrae. Quarenta por cento do PIB do turismo correspondem aos negócios gerados pelo setor de bares e restaurantes, que também é responsável por 65% dos empregos da cadeia produtiva do turismo.

Outro tema do encontro foi a segurança sanitária dos alimentos ofertados para consumo da população, um dos desafios da saúde pública. Embora no Brasil anualmente mais de seis mil pessoas morram e 500 mil sejam internadas devido a problemas causados por falta de segurança dos alimentos, representando um gasto de 15 bilhões de reais para o sistema de saúde do país, o poder público ainda não tem políticas voltadas especialmente para a capacitação em grande escala dos profissionais que atuam na área de produção e manipulação de alimentos.

O tema teve como debatedores a gerente geral de alimentos da Anvisa, Denise Resende, o coordenador do Programa de Turismo do Sebrae Nacional, Dival Smith, o diretor da Associação Brasileira de Franchising (ABF), João Batista da Silva Júnior, e o presidente executivo da Abrasel, Paulo Solmucci Júnior.

Segundo a gerente de alimentos da Anvisa, o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, no conjunto de suas ações de controle na área de alimentos, buscou investir no projeto de capacitação de recursos humanos em Sistemas Modernos de Inspeção Sanitária. Este projeto inclui cursos de Boas Práticas de Produção de Alimentos (GMP), Procedimentos Padrão de Higiene Operacional (SSOP); Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (HACCP) e Auditoria e Metodologia. “O conhecimento de novos instrumentos e metodologias de inspeção e de processo pedagógico repassado aos técnicos dos serviços de vigilância sanitária estaduais permitiu a sua multiplicação para técnicos das vigilâncias municipais. Dessa forma, foi possível aumentar a cobertura e agilizar as ações”, afirmou Denise Resende.

Ela explicou que estas ações permitiram avaliar as práticas adotadas pelos estabelecimentos produtores e prestadores de serviços da área de alimentos e de alimentação e intervir nas situações de risco de contaminações por perigos químicos, físicos ou biológicos, ou em casos de riscos de possíveis agravos pelos alimentos colocados para consumo.

Denise ressaltou que este trabalho esbarra em desafios como a alta rotatividade de profissionais nesta área e o baixo nível de escolaridade. “Além disso, temos insuficiência de recursos humanos no Sistema de Vigilância Sanitária para acompanhar e fiscalizar o elevado número de estabelecimentos e profissionais na área de produção de alimentos, e ausência de profissionais aptos a ministrar cursos. Isto dificulta muito nosso trabalho”. Ela disse ainda que, no Brasil, a maioria das empresas ainda se preocupa mais com o lucro em detrimento da segurança dos alimentos. “Investir em segurança do alimento não é barato e aqui, infelizmente, ainda se tem a cultura de pensar muito mais no lucro dos negócios. É claro que isto não é um pensamento geral, mas muitos ainda agem assim, por isso as iniciativas de associações como a Abrasel no desenvolvimento de programas de capacitação e treinamento são muito importantes para auxiliar o nosso trabalho”.

O coordenador do Sebrae, Dival Smith ressaltou também que outro desafio é criar condições para que estas empresas, depois de orientadas realmente tenham condições de aplicar os conhecimentos recebidos. “É preciso que haja linhas de créditos específicas para que os empresários consigam colocar em prática os processos de segurança alimentar e fazer adequações necessárias em seus empreendimentos”.

 


Déficit de atenção explica
comportamento de distraídos e agitados

 

Conviver com uma pessoa desorganizada, distraída, falante demais ou muito agitada pode ser difícil e até irritante para alguns. Os muito distraídos acabam sendo interpretados como pouco confiáveis e os mais agitados são capazes de tirar o clima de tranqüilidade de um lugar. Se você conhece alguma pessoa que preenche essas características, fique atento: ela pode ser portadora de TDAH. A sigla identifica o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, transtorno neurobiológico de causa genética e que se caracteriza por sintomas de desatenção, impulsividade e hiperatividade, explicou Naísa Modesto em artigo para o boletim online da consultoria Catho.

  Segundo ela, estudos apontam que cerca de 5% da população em idade escolar e 4% da população adulta sofram com o transtorno. "O indivíduo com TDAH tem dificuldades para se concentrar em tarefas, permanecer longo tempo realizando alguma atividade, manter o foco atencional. Ao mesmo tempo, pode ser impulsivo, agitado, ter dificuldades para completar tarefas e de pensar antes de dar respostas adequadas", explica José Neander Abreu, doutor em Neurociências e Comportamento, professor-adjunto da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia e vice-presidente da ABDA – Associação Brasileira do Déficit de Atenção.

Abreu indica três apresentações que caracterizam o TDAH: com predomínio de desatenção; com predomínio de hiperatividade; e tipo combinado, no qual estão presentes os sintomas tanto de desatenção quanto de hiperatividade. Evidentemente, "todos nós apresentamos sinais de distração, esquecimento e ansiedade, principalmente em virtude de fatores cotidianos - como o estresse, por exemplo. A diferença de um portador de TDAH está na quantidade dos sintomas apresentados: ele sofre com estas características juntas e de forma freqüente", acrescentou Naísa Modesto, citando Abreu.

O professor ainda listou alguns sintomas comuns aos portadores do transtorno: falta de atenção e organização; erros cometidos por descuido; abandono de tarefas antes que estejam terminadas; perda de objetos com facilidade; distração e esquecimento; agitação; verborragia (falar excessivamente); termina frases antes de as pessoas as terem completado; tem dificuldade para esperar a sua vez; interrompe os outros quando estão ocupados; e tem dificuldade de esperar.

Apresentar os sintomas não é suficiente, pois eles podem ser identificados em outras doenças, como a depressão, por exemplo. Dentre os fatores considerados num diagnóstico, os sintomas analisados com mais atenção são aqueles que prejudicaram ou têm prejudicado significativamente o desempenho da pessoa na escola ou no trabalho e devem ter sido apresentados ao longo do desenvolvimento do indivíduo.

Uma vez diagnosticado o transtorno, é aconselhável que sejam consultados psiquiatras ou neurologistas. "O tratamento de primeira escolha, ou seja, aquele que tem demonstrado os melhores efeitos, é realizado à base de medicação psico-estimulante", explicou Abreu.

Atualmente, uma das substâncias mais utilizadas é o metilfenidato, que favorece o equilíbrio de substâncias que são envolvidas na manutenção da atenção e controle dos impulsos, como a dopamina. O tratamento ainda pode conciliar a terapia cognitivo-comportamental (para ajudar no controle do comportamento), o acompanhamento psicopedagógico dirigido à abordagem com dificuldades na vida acadêmica, o acompanhamento fonoaudiológico e também a terapia ocupacional.