Edição 07/10/2008 - VARIEDADES
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A utilização de cheque pré-datado
cresceu 9% em agosto deste ano na comparação com igual período de 2007,
aponta levantamento realizado pela TeleCheque. Segundo a empresa de concessão
de crédito para o varejo, 80,47% dos cheques emitidos no mês passados foram
pré-datados, informou a Folha Online. Segundo
o levantamento, o setor de vestuário lidera o recebimento de cheques pré-datados
com 89,35% dos pagamentos. O setor de calçados aparece logo depois com 88%,
seguido por móveis e decoração (86,51%) e supermercados (85,04%). Em comunicado, a TeleCheque
explica que "os consumidores encontram nos talões de cheques uma boa
alternativa na hora de parcelar suas compras devido a flexibilidade de prazos
e parcelamentos". "O país está vivendo
um bom momento em relação ao uso de cheques. Tanto consumidores, quanto
lojistas encontraram no cheque maior versatilidade e segurança", afirma
o vice-presidente da TeleCheque, José Antônio Praxedes Neto. De acordo com o ranking da
Telecheque referente ao mês de agosto, o Estado de Pernambuco liderou o uso
de cheques pré-datados com 90,69% dos pagamentos nesse sistema, representando
uma alta de 5,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Em segundo
lugar, aparece o Maranhão (90,26%), seguido do Pará (87,79%) e o Rio Grande
do Norte (87,23%). Na outra ponta da tabela aparece Alagoas, com 72,31% dos
cheques com data futura, seguido por Paraná (73,59%), São Paulo (75,15%) e
Paraíba (75,28%). O Telecheque alerta que o recebimento do cheque exige alguns
cuidados: solicite o RG para conferir assinatura e foto; sempre que necessário,
solicite o cartão do banco para conferir a assinatura; verifique se há
rasuras; confira o preenchimento do cheque, observando o valor escrito por
extenso e o numérico; não aceite cheques previamente assinados ou
preenchidos; não aceite cheques com valor maior que o da compra; não troque
cheques de terceiros por dinheiro e não aceite cheques de terceiros; não
aceite cheques provisórios (cheque expresso não é considerado provisório);
desconfie de cheques amarelados; e fique atento ao comportamento do emitente.
Até 2015, Brasil deve ter
8,8 milhões de empresas de pequeno e médio portes para uma população
estimada em 210 milhões de pessoas, segundo o estudo Cenários para as Micro
e Pequenas Empresas (MPEs) do Estado de São Paulo (2009-2015), realizado pelo
Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas regional
(Sebrae-SP). Para 2009, a estimativa é de 5 milhões de empresas, informou a
Agência Brasil. De acordo com o estudo, em
2015 poderá haver uma empresa para cada 24 pessoas. O Sebrae informou que
para esse estudo foi realizado um mapeamento sobre as principais tendências
econômicas nacionais e mundiais. Para se ter uma idéia da evolução, o
documento cita que em 2000, havia 42 empresas para cada habitante. Em 2015, a
projeção indica que o Brasil estará se aproximando dos índices europeus,
que em 2000 apresentavam as seguintes taxas: Alemanha (23), França (24),
Reino Unido (23) e Itália (14). Pelas projeções, mais da
metade das novas empresas (4,8 milhões) estarão desenvolvendo atividades no
setor do comércio (55%), seguidas por serviços (34%) e indústria (11%). No
comércio, deverão ser ampliados os segmentos de materiais e equipamentos
para escritório e informática (12,5% de alta ao ano); autopeças (7,7%); e
quitandas, avícolas e sacolões ( 7,1%). O economista do Sebrae-SP,
Pedro João Gonçalves, destacou que esse crescimento esperado está associado
a dois fatores fundamentais: crescimento moderado da economia e maior acesso
da população ao consumo. “Com a melhoria da renda da população, há
maior procura por habitação, vestuário, serviços e outros bens de consumo,
o que, leva a estimular novos negócios”, disse o economista. Quanto aos riscos de se
abrir uma empresa, ele informou que as chances de “uma mortalidade
infantil”, ou seja de a empresa vir a fechar as portas no primeiro ano de
funcionamento, são de 29%. Dado o grande número de informações, avanço da
tecnologia com acesso a Internet, elevação do grau de escolaridade e serviços
de apoio como o do Sebrae e mesmo o desenvolvimento econômico, os
empreendedores estão mais bem preparados hoje do que no passado. ”Com a inflação sob
controle e crescimento moderado do mercado está mais fácil fazer
planejamentos. Além disso, temos mais infra-estrutura, maior difusão de
informações, levando a mais ações empreendedoras”, afirma Gonçalves.
Ele acrescenta que, outros elementos como a criação do Supersimples, e estímulos
fiscais, essas ações levam “a uma queda na taxa da mortalidade da
empresa”. Segundo Gonçalves, em 2004,
28% dos novos empreendimentos eram no setor de serviços e há uma tendência
para que este segmento cresça ainda mais, devendo atingir 34%, em 2015.
Quanto aos eventuais efeitos que poderiam afetar o setor ou alterar tais projeções,
após a ocorrência, nos últimos dias, da crise financeira norte-americana, o
economista lembrou que já havia, anteriormente a essa turbulência, previsão
de desaceleração da economia mundial e com velocidade um pouco maior na
demanda dos Estados Unidos.
O Projeto de Lei 3836/08, do
deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), pune, por crime de apropriação indébita,
o comerciante que deixar de fornecer troco. "Os abusos de retenção de
troco sob a alegação de que não há moedas disponíveis continuam a ser
cometidos. Nos ônibus, bares, mercados, os consumidores brasileiros são
lesados todos os dias", afirma Colatto, conforme o divulgado no Portal Câmara.
O crime de apropriação indébita,
previsto no Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40), é punido com pena de reclusão
de um a quatro anos e multa. O projeto de Colatto determina ainda que todos os
estabelecimentos comerciais afixem, em local visível e próximo ao caixa, uma
placa avisando que deixar de dar o troco é crime. A proposta será analisada
pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de
Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de
ser votada pelo Plenário da Câmara.
As empresas de todo o País
deverão se adaptar ao Sped (Sistema Público de Escrituração Digital)
Fiscal até janeiro de 2009. O sistema irá exigir que todos os
estabelecimentos modifiquem o repasse de informações à Receita Federal,
informam os sites InfoMoney e Pequenas Empresas & Grandes Negócios. A principal mudança é a
unificação das atividades de recepção, validação, armazenamento e
autenticação de livros e documentos que integram a escrituração comercial
e fiscal dos empresários e das sociedades empresárias, mediante fluxo único
e computadorizado de informações, dispensando a utilização do papel. Com isso, as informações
prestadas ao Fisco serão verificadas com mais rigor, e eventuais erros poderão
comprometer a escrituração contábil das empresas. Ao contrário do que
acontece hoje, as informações ficarão armazenadas no Sped. O sistema
funciona como uma espécie de Big Brother fiscal, e faz com que a retificação
dos erros siga um processo mais rígido e formal, o que faz com que os
contribuintes tenham que solucionar as dúvidas com antecedência. |