Edgar Fagundes fala sobre o
comércio e trabalho da ACIA
Thais
Otoni

O
presidente da Associação Comercial e Industrial de Atibaia (ACIA), Edgard
Ferreira Fagundes, concedeu entrevista ao jornal O Atibaiense, abordando o
trabalho que a ACIA realiza junto a empresários e comerciantes. Ele também
avaliou a situação atual do comércio de Atibaia, que passa pelas mesmas
dificuldades enfrentadas por empresários e empreendedores de todo o país.
O
Atibaiense – Como o senhor avalia a situação do comércio de Atibaia hoje?
Edgard
Fagundes - O comércio de Atibaia, como em toda cidade do Brasil, vem passando
por uma série de dificuldades. As pessoas estão sem dinheiro, então, o comércio
está passando por uma fase difícil. A ACIA está analisando o que pode ser
feito para melhorar a situação e ajudar o comerciante, mas o comerciante tem
que estar preocupado, na realidade muito mais do que nós, para ver o que vai
fazer para superar esse momento.
O
Atibaiense – Algumas lojas, não apenas aqui no município, parecem ter
antecipado as liquidações de inverno. Isso é reflexo das vendas mais
fracas?
Edgard
Fagundes - Na realidade, a ACIA não teve reclamação de associado com relação
a isso. A ACIA não pode interferir nisso, cada associado ou comerciante tem
que se preocupar consigo. O que fazemos é administrar um todo, no caso o comércio,
mas não entrar nesses pormenores. Liquidações dependem de cada comerciante,
de como foi a negociação dele com os fornecedores, etc.
O
Atibaiense – Amanhã é Dia dos Pais. Qual a expectativa de vendas do comércio?
Edgard
Fagundes - A expectativa é a melhor possível. Esperamos que todos participem
e venham comprar um presente para o pai. Nós da Associação fizemos
propaganda do nosso comércio, fizemos campanha para consumo na cidade para o
Dia dos Pais, mas depende da população. Esperamos que as vendas sejam boas.
O
Atibaiense – A ACIA tem dados que mostrem uma média de quantas pessoas de
outras cidades vêm para Atibaia gastar no comércio daqui?
Edgard
Fagundes - Não temos como saber. Os comerciantes não comentam isso, são
muito fechados, mas isso é normal, é interesse deles. Ele não vai ficar
falando se tem muita gente de fora vindo para o comércio dele, guarda para si
esse dado.
O
Atibaiense – Os últimos incêndios em estabelecimentos comerciais
assustaram a população. Como a ACIA está trabalhando essa questão?
Edgard
Fagundes - Houve uma primeira reunião com comerciantes. Isso também depende
do comerciante. Ele tem que estar com seu estabelecimento em condições de
uso. Não depende da ACIA, depende dele. Nós estamos dando orientação,
estamos em contato com os Bombeiros para agendar uma nova reunião, com
objetivo de instruir os comerciantes. Problema todo é financeiro, o
comerciante ou dono do prédio tem que fazer as reformas necessárias e muitas
vezes por questões financeiras não faz. Não é fácil. Mas ACIA é
parceira, orienta, dá suporte para o comerciante.
O
Atibaiense – O que a ACIA oferece ao associado?
Edgard
Fagundes – Nós oferecemos suporte com relação a consulta aos órgãos de
proteção ao crédito, como SPC, SERASA. E dá outras orientações também,
além de cursos para os comerciantes no geral. Os associados têm desconto nos
cursos. Nós também sempre buscamos valorizar nosso comércio com campanhas
nos períodos festivos. Toda data importante para o comércio nós fazemos
campanha para ajudar no consumo na cidade.
O
Atibaiense – A ACIA tem um levantamento das melhores datas para o comércio?
Edgard
Fagundes - Cada comerciante fala uma data diferente. Depende do tipo de comércio.
Para alguns, é o Dia dos Pais, para outros, Dia das Crianças, das Mães.
Depende do produto que ele oferece ao cliente. Já o Natal é bom para todo
mundo. Infelizmente estamos muito próximos da capital e de Campinas, que é
um grande centro e isso atrapalha bastante o comerciante. Toda cidade mais
distante da capital é mais difícil os moradores saírem para consumir, então
comércio é melhor. Aqui não, você pega um ônibus e em cerca de uma hora
está em São Paulo.
O
Atibaiense – O senhor acha que o comércio deveria abrir aos domingos e
feriados? Muitos reclamam disso...
Edgard
Fagundes - Eu não acho nada, acho que o comerciante tem que se manifestar e
ter o interesse. Eu sou favorável a abrir, mas depende do comerciante. Tem
que ter negociação com sindicato dos funcionários. A questão é o
comerciante negociar com funcionários e sindicato, é ele que tem de decidir
se há interesse ou não em abrir.
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