Edição 10/09/2008 – SAÚDE

 

Bares estão por toda parte, mas
 segurança alimentar deve melhorar

 

“Este é o único setor presente em todos os municípios brasileiros”, afirmou o presidente da Abrasel Nacional (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Paulo Solmucci Jr, durante a abertura do 20º Congresso da Abrasel, informou o site InfoMoney. Segundo ele, o país abriga hoje um milhão de bares e restaurantes, responsáveis pela geração de 6 milhões de empregos. Ele aproveitou a ocasião para lembrar das preocupações do setor com relação à Lei Seca, que proibiu o consumo de álcool por condutores de veículos em todo o território nacional.

Solmucci falou ainda sobre a alimentação fora do lar e sua importância na economia nacional. Um quarto de tudo que se consome em nosso setor diz respeito à alimentação fora de casa, garantiu, conforme publicou a Agência Sebrae. Quarenta por cento do PIB do turismo correspondem aos negócios gerados pelo setor de bares e restaurantes, que também é responsável por 65% dos empregos da cadeia produtiva do turismo.

Outro tema do encontro foi a segurança sanitária dos alimentos ofertados para consumo da população, um dos desafios da saúde pública. Embora no Brasil anualmente mais de seis mil pessoas morram e 500 mil sejam internadas devido a problemas causados por falta de segurança dos alimentos, representando um gasto de 15 bilhões de reais para o sistema de saúde do país, o poder público ainda não tem políticas voltadas especialmente para a capacitação em grande escala dos profissionais que atuam na área de produção e manipulação de alimentos.

O tema teve como debatedores a gerente geral de alimentos da Anvisa, Denise Resende, o coordenador do Programa de Turismo do Sebrae Nacional, Dival Smith, o diretor da Associação Brasileira de Franchising (ABF), João Batista da Silva Júnior, e o presidente executivo da Abrasel, Paulo Solmucci Júnior.

Segundo a gerente de alimentos da Anvisa, o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, no conjunto de suas ações de controle na área de alimentos, buscou investir no projeto de capacitação de recursos humanos em Sistemas Modernos de Inspeção Sanitária. Este projeto inclui cursos de Boas Práticas de Produção de Alimentos (GMP), Procedimentos Padrão de Higiene Operacional (SSOP); Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (HACCP) e Auditoria e Metodologia. “O conhecimento de novos instrumentos e metodologias de inspeção e de processo pedagógico repassado aos técnicos dos serviços de vigilância sanitária estaduais permitiu a sua multiplicação para técnicos das vigilâncias municipais. Dessa forma, foi possível aumentar a cobertura e agilizar as ações”, afirmou Denise Resende.

Ela explicou que estas ações permitiram avaliar as práticas adotadas pelos estabelecimentos produtores e prestadores de serviços da área de alimentos e de alimentação e intervir nas situações de risco de contaminações por perigos químicos, físicos ou biológicos, ou em casos de riscos de possíveis agravos pelos alimentos colocados para consumo.

Denise ressaltou que este trabalho esbarra em desafios como a alta rotatividade de profissionais nesta área e o baixo nível de escolaridade. “Além disso, temos insuficiência de recursos humanos no Sistema de Vigilância Sanitária para acompanhar e fiscalizar o elevado número de estabelecimentos e profissionais na área de produção de alimentos, e ausência de profissionais aptos a ministrar cursos. Isto dificulta muito nosso trabalho”. Ela disse ainda que, no Brasil, a maioria das empresas ainda se preocupa mais com o lucro em detrimento da segurança dos alimentos. “Investir em segurança do alimento não é barato e aqui, infelizmente, ainda se tem a cultura de pensar muito mais no lucro dos negócios. É claro que isto não é um pensamento geral, mas muitos ainda agem assim, por isso as iniciativas de associações como a Abrasel no desenvolvimento de programas de capacitação e treinamento são muito importantes para auxiliar o nosso trabalho”.

O coordenador do Sebrae, Dival Smith ressaltou também que outro desafio é criar condições para que estas empresas, depois de orientadas realmente tenham condições de aplicar os conhecimentos recebidos. “É preciso que haja linhas de créditos específicas para que os empresários consigam colocar em prática os processos de segurança alimentar e fazer adequações necessárias em seus empreendimentos”.

 


 
Feira Comunitária da Saúde será realizada no Portão

 

A 9ª Feira Comunitária Lions da Saúde será realizada no dia 14 de setembro, próximo domingo, das 8h às 14 h, na EE Profª Zilah Barreto Pacitti. A escola fica na rua Antônio Cunha Leite, 3.100, bairro do Portão.

O Lions anunciou que o evento terá serviços gratuitos. No caso do RG, a foto será feita na hora.  "Faremos o preenchimento na hora da guia para emissão do R.G, que deverá ser retirado posteriormente", explicou Devanir Podete Luiz, presidente da entidade. Para isso, os interessados devem levar obrigatoriamente o documento original e também uma xerox da certidão de nascimento ou de casamento. Importante: menores de 16 anos deverão comparecer acompanhados pelo responsável legal.

A feira também oferecerá a segunda via do RG. Outro serviço será a primeira via da carteira de trabalho, a partir do RG original. A foto será feita na hora e o  interessado já sairá com sua carteira. Para tirar a 2ª via da Carteira de Trabalho, os interessados têm de se dirigir ao posto do Ministério do Trabalho em Atibaia, que fica na rua João Pires, 724, centro.

A programação inclui ainda exames gratuitos: exame de detecção de pressão alta/hipertensão; exame de detecção de diabetes; e teste de tipagem sangüínea. Os organizadores oferecerão ainda cortes de cabelo (masculino, feminino e infantil). Haverá ainda bazar da pechincha, com diversos artigos de vestuário, calçados, cama, mesa e banho, artigos para o lar e muito mais, com preços a partir de R$ 1,00.

Durante a Feira Comunitária, serão distribuídos folhetos educativos sobre temas como Aids, dengue, febre amarela, febre maculosa, hepatites, diabetes e limpeza de caixa d'água.

 


Atividades de saúde representam
 5,3% da economia brasileira

 

Em 2005, as atividades ligadas à saúde no Brasil geraram R$ 97,3 bilhões, sendo a saúde pública responsável por 33,4% desse total. Embora a participação do valor dessas atividades no total gerado pela economia tenha tido uma relativa queda entre 2000 (5,7%) e 2005 (5,3%), elas vêm apresentando sucessivas taxas de crescimento real nesse período, chegando a 5,9% no último ano da série.

Em 2005, as atividades de saúde respondiam por 3,9 milhões de postos de trabalho(4,3% do total do país), sendo a maior parte deles (2,6 milhões) com vínculo formal, e pagavam um rendimento médio anual de R$ 15,9 mil. As famílias brasileiras respondiam, naquele ano, por 60,2% do total das despesas com bens e serviços de saúde, sendo os gastos com consultas e serviços médicos em geral e medicamentos os mais importantes.

Esses são alguns detalhes do panorama traçado pelo estudo “Economia da Saúde: uma Perspectiva Macroeconômica 2000 - 2005”, sobre os recursos e usos da saúde brasileira. A publicação é resultado de um trabalho conjunto do IBGE com o Ministério da Saúde, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), no processo de elaboração da conta-satélite da saúde.

A indústria farmacêutica, após um período de retração entre 2001 e 2003, voltou a crescer em 2004 (3,5%) e apresentou um crescimento significativo em 2005 (12,6%). O comércio de produtos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e odontológicos acompanhou essa trajetória. Já os serviços de atendimento hospitalar apresentaram um único ano de crescimento superior ao da economia da saúde (2001, com 4,2%).

Entre 2004 e 2005, tiveram aceleração em suas taxas de crescimento as seguintes atividades: saúde pública (de 0,0% para 4,1%); outras atividades relacionadas à saúde (de 5,7% para 7,6%), comércio de produtos farmacêuticos (de 5,7% para 12,2%) e fabricação de produtos farmacêuticos (de 3,5% para 12,6%).

A despesa de consumo final com bens e serviços de saúde, em 2005, foi de R$ 171,6 bilhões (8,0% do PIB). Desse total, as famílias gastaram R$ 103,2 bilhões (4,8% do PIB), a administração pública gastou R$ 66,6 bilhões (3,1%) e as instituições sem fins de lucro a serviço das famílias (ISFL), R$ 1,8 bilhão (0,1%). Essas participações variaram pouco ao longo da série (2000 - 2005): a despesa das famílias correspondeu, em média, a 4,9% do PIB nesse período; as despesas do governo foram de 3,2% do PIB; e as das instituições sem fins de lucro a serviço das famílias, de 0,1% do PIB.

Em relação ao total das despesas relacionadas à saúde, a administração pública respondeu, em 2005, 38,8%, enquanto as famílias ficaram com 60,2%, e as instituições sem fins lucrativos a serviço das famílias, com 1,0%. Ao longo da série histórica (2000-2005), a principal despesa de consumo final das famílias foi com outros serviços relacionados com atenção à saúde (média de 1,8% do PIB), que inclui consultas e exames, produzidos principalmente em ambientes ambulatoriais. Os medicamentos (média de 1,6% do PIB entre 2000 e 2005) também tiveram um peso significativo na despesa das famílias.

A saúde pública é a principal despesa de consumo final das administrações públicas (passou de 2,4% a 2,6% do PIB, entre 2000 e 2005). A administração pública tem também despesas com serviços de atendimento hospitalar e outros serviços relacionados com atenção à saúde - serviços mercantis que o governo adquire para oferecer gratuitamente às famílias. Entre 2000 e 2005, as despesas do governo com esses serviços de saúde mercantil caíram como percentual do PIB, chegando, em 2005, a 0,5% do PIB.

As atividades de saúde responderam, em 2005, por 3,9 milhões de postos de trabalho no país. Isso representava 4,3% dos 90,9 milhões de postos de trabalho ocupados no país. O número de postos de trabalho não é igual ao de pessoas ocupadas, pois uma pessoa pode ter mais de uma ocupação - como médicos que trabalham em mais de um hospital.

De 2000 a 2005, as atividades de saúde foram diretamente responsáveis por mais de 4% do total de postos de trabalho no país. Houve um pequeno aumento proporcional dos postos de trabalho na saúde em relação às demais atividades econômicas, e as ocupações em saúde passaram de 4,1% do total de ocupações em 2000 para 4,3 % em 2005.

Os dois setores com maior número de ocupações são também os de maior valor adicionado: saúde pública (1,3 milhão de postos de trabalho) e outras atividades com atenção à saúde (1,0 milhão). A terceira atividade com mais ocupações é o comércio de produtos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e odontológicos (681 mil).

As atividades de atendimento hospitalar (privadas) tiveram o menor crescimento proporcional (7,5%) em seu número de ocupações dentre as atividades de saúde. Em contraste, em outras atividades com atenção à saúde, foram criados mais de 200 mil novos postos de trabalho, com um crescimento de 26,0% no período de 2000 a 2005.

 


Workshop terá narrativa
com histórias terapêuticas

 

"Ensinando e aprendendo através de Histórias Terapêuticas" é o tema de workshop que reunirá as delícias da contação de histórias, a arte da narrativa, suas técnicas, vivências e exercícios desinibidores, a partir das temáticas e o estudo de sua aplicabilidade na educação e na saúde.

"Mais que teoria, você experimenta em si os efeitos terapêuticos das boas histórias de diferentes culturas e tradições, contadas com diferentes recursos, divertindo e capacitando profissionalmente", explicou a organizadora do evento, a psicóloga Bernardete Pacheco. O workshop será no próximo sábado, 13 de setembro, entre 14h e 18h no Clínica Psicosaúde (4412-3981).

O workshop é dirigido a educadores, profissionais da saúde e apreciadores. O tema é bem convidativo: "Coragem, preguiça e entusiasmo". Há certificados e as vagas são limitadas. A coordenadora Bernardete Pacheco teve formação pela PUC e é contadora de histórias formada pela Associação Vivaedeixeviver - contadores para crianças hospitalizadas e pela Unicamp.