Atualizado 10/11/2009 –
CIDAD
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Acervo
do Museu Ferroviário
Thais Otoni No próximo dia 27 de novembro, às 20 horas, acontece leilão presencial
do acervo do Museu Ferroviário de Atibaia, que fica na Jerônimo de Camargo,
no Caetetuba. O leilão, sob responsabilidade da empresa Imperador Leilões,
está dividido em 11 lotes e representa o fim de um dos pontos turísticos da
cidade. No site da empresa de leilões (www.imperadorleiloes.com.br) é possível
ver a descrição e o valor de cada peça leiloada. Entre os itens estão
locomotiva com dois vagões de passageiros, originária da Inglaterra e datada
de 1899; um vagão de passageiro da Alemanha, de 1938; dois vagões
restaurante, de 1921 e 1925; vagão correio/bagagem inglês de 1927,
locomotiva fabricada nos EUA em 1893 com vagão de passageiro do mesmo ano. Há
ainda um bonde, fabricado na Inglaterra, que foi totalmente restaurado e
transformado em sistema mecatrônico de locomoção, com 25 baterias. O acervo
conta também com peças como um auto de linha, dois giradouros de locomotiva
(de 1882), uma ponte metálica (1895) e 14 aparelhos de mudança de via. Diferente do acervo citado acima, que foi restaurado, alguns lotes que
fazem parte do leilão são compostos por peças que precisam ser recuperadas,
como vagão dormitório suíte; vagão de passageiro; vagão de
correio/bagagem de 1933; locomotiva de 1913 e vagão dormitório de 1928; dois
tender de locomotiva (vapor), uma caldeira de locomotiva e uma prancha inglesa
de 1881. O proprietário do Museu, José Augusto Roberto, não quis dar declarações
ao jornal sobre os motivos que levaram ao fechamento do local. A única
informação que ele concedeu foi que no Brasil, há apenas seis grupos com um
acervo do porte do de Atibaia, um deles era o do Museu. Agora, a cidade perdeu
o seu. Desde que veio para Atibaia, há 26 anos, houve uma série de tentativas
para que houvesse incentivo ao Museu Ferroviário, incluindo projetos de uma
linha de 26 km para os turistas, que agregaria a recuperação de algumas estações
de trem da cidade e ainda um projeto de passeio com o bonde recuperado pelo
centro da cidade. Mas ficou só no sonho. Burocracia, projetos não
concretizados do Governo Federal de recuperação das ferrovias brasileiras,
custo elevado de alguns projetos, brigas políticas. Uma série de fatores não
permitiu que projetos maiores fossem levados adiante. De concreto, o visitante do Museu Ferroviário podia fazer uma viagem ao
passado, em uma autêntica estrada de ferro do século XIX, construída em uma
área de 300 mil m². Uma réplica de estação ferroviária era a sede do
Museu e abrigava peças como o bonde, locomotivas, vagões de passageiros, de
bagagem, de correios, restaurante e dormitório. O visitante podia conhecer o
galpão de restauração, fazer um passeio de maria-fumaça, de 1.300 metros e
cerca de 10 minutos (ida e volta), em uma locomotiva restaurada, de 1881 e
ainda ver as relíquias do local. Agora, com o leilão do acervo, quem quiser conhecer ou fazer uma última
visita ao Museu tem até o dia 27, quando acontece o leilão. - Conteúdo completo: O Atibaiense DIGITAL -
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