Edição 11/10/2008 – SAÚDE
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Implante
com transplante A reabsorção óssea -
perda de osso, problema que faz a boca "murchar" - é um
obstáculo na colocação de implantes. Antes, nesses casos, restava
ao cirurgião-dentista fazer uma incisão, colher material no corpo do
próprio paciente (autólogo ou autógeno) e realizar o enxerto ósseo.
Agora, o implante com transplante traz uma nova solução, com
economia e bem-estar no pós-operatório do paciente. No último sábado, o dr.
José Theodoro Pinto realizou em seu consultório implante com essa técnica,
em que há apenas uma cirurgia - só é operada a área receptora no
paciente. Para isso, ele utilizou material do Banco de Tecidos
Salvador Arena, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
Processado e embalado, o osso, que passa por testes de laboratório,
fica armazenado de forma segura, a 120 graus Celsius, em nitrogênio
até o final da sorologia, a realização de exames pelo paciente. O material - tecido músculo-esquelético
- vem com selo de certificação. Para recebê-lo, o profissional da
odontologia precisa estar cadastrado no Ministério da Saúde,
Departamento de Atenção Especializada, Coordenação Geral do
Sistema Nacional de Transplantes. O tecido é preparado de acordo com
as normas preconizadas pelo Ministério da Saúde. E o controle de
qualidade segue os padrões reconhecidos pelas mais importantes
associações de bancos de tecidos nacionais e internacionais. Distimia
ou doença do mau
Apesar do nome popular -
doença do mau humor -, a distimia diz respeito a um quadro de depressão
leve, mas prolongado, que pode durar anos. O mau humor é apenas um de
seus aspectos, alerta Karin Sato em texto para o site InfoMoney.
"O mau humor, por si só, não é indicativo de doença nenhuma,
embora em geral acompanhe a distimia", explicou o vice-presidente
da Associação Brasileira de Psiquiatria, Luiz Alberto Hetem, que
calcula que 3% da população sofra com a doença. A distimia também não pode
ser confundida com a depressão. Um dos sinais da doença é a
incapacidade de sentir prazer nas pequenas alegrias do dia-a-dia, nas
atividades realizadas. "A pessoa com distimia faz o que tem que
ser feito, mas sempre encara tudo como um dever", afirma. Embora
dê conta do trabalho, a carreira de quem sofre com o problema pode
ser prejudicada, advertiu o site. Por conta da falta de ânimo e de
vontade para realizar as atividades, o profissional sente que se
desgasta demais, que despende um esforço maior do que os outros.
"No fundo, ele sabe que poderia render mais", diz Hetem. O desânimo é crônico, mas
não se manifesta todos os dias. "Ele está presente na maior
parte dos dias, mas, vez ou outra, a pessoa se sente feliz, o que pode
ser resultado de um evento externo positivo, ou simplesmente ela
acordou mais feliz". Com o mau humor, a apatia ou o desânimo crônico,
um profissional que sofre com a doença pode pôr tudo a perder com
suas reações e atitudes no relacionamento com o próximo - com o
chefe, os colegas, os clientes e os fornecedores, por exemplo. Além
disso, pode não conseguir exercer uma função de liderança. A distimia, ainda hoje, é
considerada uma doença multifatorial. Ela pode ter origem em um
acontecimento dramático, como a perda de um ente querido; em pequenos
aborrecimentos do dia-a-dia; no tipo de convívio estabelecido com a
família; entre outros fatores. "Supondo que você estava fazendo
ginástica e, em um movimento brusco, sofreu uma distensão ou
traumatismo mais agudo. Passado algum tempo, você vai se lembrar
exatamente de quando aquilo aconteceu e como. Já no caso de uma
tendinite, é muito difícil identificar quando o problema começou.
Assim é a distimia", explica. Quanto aos sintomas, é
importante estar atento a eles, mas, muitas vezes, a pessoa que sofre
de distimia não percebe o problema, que é perceptível àqueles que
com ela convivem. Confira quais são eles: mau humor (mas isso depende
da personalidade da pessoa); desinteresse pelas atividades; desânimo,
até para ir a festas, por exemplo; sensação de que sempre precisa
se esforçar mais que os demais para realizar determinada tarefa;
irritabilidade e falta de paciência; tristeza (sem que nada tenha
acontecido); e negativismo, pessimismo. Há quem diga também que a
pessoa com distimia é mais intolerante, tem espírito "reclamão"
e mania de perfeição. Outros afirmam que ela se mostra menos sociável
e tem baixa auto-estima. Como no caso do mau humor, tudo depende da
personalidade do indivíduo. Segundo Karin Sato, a boa
noticia é que existe cura para a distimia. O tratamento envolve o uso
de anti-depressivos e sessões de psicoterapia. "Em 60, 90 dias,
é possível que o paciente já se sinta melhor, mais feliz e
disposto, porém, para de fato resolver o quadro, o tratamento deve
ser estendido por alguns anos". "As pessoas que suspeitam
que algum amigo, conhecido ou parente sofra de distimia devem
recomendar a ele que procure ajuda especializada. Se não for
diagnosticada, a doença nunca será tratada", garante o
vice-presidente da ABP. |