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Prefeitura
cria plano integrado
para o entulho
O entulho, como são
conhecidas as sobras de construção, está em todas as regiões da cidade. É
um problema ambiental e se conecta ao desperdício. Diante disso, a resposta
da Prefeitura foi propor a criação do Sistema de Gestão Sustentável de Resíduos
da Construção Civil e Resíduos Volumosos e o Plano Integrado de
Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil.
Seguindo resolução do
Conama, o Conselho Nacional do Meio Ambiente, projeto foi encaminhado pelo
prefeito Beto Trícoli à Câmara em 24 de outubro, com pedido de urgência. O
projeto foi distribuído às comissões de Justiça, Educação, Planejamento
e Finanças no dia 3 de novembro. Assim, a administração assumiu a obrigação
de disciplinar a coleta, o tratamento e a disposição dos resíduos.
O objetivo é destinar esse
material à triagem, reutilização, reciclagem, reservação ou destinação
mais adequada, conforme legislação federal. Pelo projeto, os resíduos da
construção civil não poderão ser colocados em áreas de
"bota-fora", encostas, corpos d'água, lotes vagos, passeios, vias e
outras áreas públicas, áreas não-licenciadas e áreas protegidas por lei.
A idéia é aproveitar os
resíduos em aterros sanitários
com a finalidade de execução de serviços internos.
O projeto prevê a abertura
de áreas para reciclagem, transbordo e triagem de resíduos da construção
civil. Entre os materiais da construção civil, estão os "agregados
reciclados", material granular proveniente do beneficiamento de resíduos
como concreto, argamassas, produtos cerâmicos e outros.
O Plano Integrado tem por
objetivo facilitar a correta disposição, o disciplinamento dos fluxos e dos
agentes envolvidos. Pelo sistema previsto, será criado uma rede de pontos de
entrega para pequenos volumes, um serviço Disque Coleta e uma rede de áreas
para recepção de grandes volumes. O plano e o sistema prevêem ainda ações
para informação e educação ambiental dos moradores, dos transportadores de
resíduos e das entidades sociais.
As diretrizes técnicas para
a gestão dos resíduos são: melhoria da limpeza urbana; incentivo da
responsabilidade por parte dos pequenos geradores. O Núcleo Permanente de
Gestão será responsável pela coordenação das ações. O projeto define
penalidades para os infratores: multa, embargo, apreensão de equipamentos e
suspensão por até 15 dias.
Luiz Hamassaki, pesquisador
do IPT, desenvolve atividades referentes ao controle tecnológico do concreto
e avaliação de manifestações patológicas no concreto. Ele escreveu sobre
o reuso do entulho no "Manual de Gerenciamento Integrado do IPT".
Segundo o pesquisador, os
resíduos de construção (entulho) representam uma massa igual ou superior à
massa dos resíduos domiciliares, o que significa sobrecarga para os aterros
sanitários oficiais. Boa parcela desses resíduos é depositada
irregularmente, causando problemas de enchente, fechamento parcial de ruas,
etc. Ultimamente, têm havido ações estatais no sentido de restringir esta
geração irregular de entulho, com a implantação de normas e resoluções
federais.
Basicamente, a reciclagem do
entulho gera o agregado (areia e brita) que pode ser utilizado em concretos não
estruturais, em pavimentos (mais viável) e outras. O uso do entulho reciclado
em sub-bases de pavimentos municipais é o mais indicado.
Pelas experiências até
aqui, pisos e azulejos podem virar mosaicos em mesas, calçadas, paredes,
muros, porta-retratos. Madeiras podem ser reaproveitadas para dar sentido a
novos objetos. Muros, paredes e entulhos em geral podem servir como
"aterramento".
A orientação é de que o
primeiro passo para minimizar os resíduos de construção é contar com a
ajuda de um profissional quanto às tecnologias e métodos construtivos mais
adequados a cada situação, gerando dessa maneira uma menor quantidade de resíduos.
Já para o reaproveitamento o ideal é fazer a separação dos resíduos
(papel, plástico, vidro, metal, entulho) e encaminhá-los para cooperativas
que possam aproveitar esse material de alguma forma.
Publicação
faz registro histórico
sobre a Escola José Alvim
A professora e jornalista
Lita Chastan demonstrou mais uma vez neste ano sua dedicação incansável à
Escola José Alvim, fundada em 1905. Com esforço e empenho, ela conseguiu
editar a revista-livro "Registro Histórico da EE José Alvim - Japão em
Atibaia", pela Editora Scortecci.
A publicação mostra as
atividades da escola, faz uma homenagem aos japoneses no ano do centenário da
imigração e conta também um pouco sobre a história de Atibaia. Há fotos
da escola e de eventos. A iniciativa contou com o apoio da diretoria. A José
Alvim é dirigida há cinco anos pela professora Ana Regina Santos Oliveira.
Segundo Ana Regina, entre as
atividades da escola, está a participação em olimpíadas de matemática, física,
química e astronomia. "Dois projetos são desenvolvidos com grande
envolvimento dos alunos, professores e comunidade: a Feira Multidisciplinar e
a Semana da Saúde. A maioria dos alunos terceiranistas participa do Enem com
excelentes resultados. E, aos finais de semana, a escola transforma-se na
Escola da Família, com oficinas culturais e artísticas".
"É preciso que a
escola traga para dentro de seus espaços o mundo real, do qual os educandos e
educadores fazem parte", sugeriu o coordenador pedagógico Nelson Ribeiro
dos Santos. A coordenadora pedagógica Mônica Regina Nicolau lembra que o
professor se dedica bastante mas precisa muito de respeito, para realizar
plenamente seu dom.
Na publicação, a
professora Nadir dos Santos Siqueira Romero escreve sobre o sistema de cotas
para negros em universidades públicas: "Afrodescendente e professora em
escola pública, não concordo com o sistema de cotas porque acredito que
todos - negros, brancos, ricos e pobres - têm direito ao ensino superior
gratuito. Medidas que contemplem os mais pobres e a reestruturação das
escolas públicas podem parecer soluções simplistas demais, mas, mesmo que a
longo prazo, certamente vão gerar frutos mais doces e consistentes".
Reforma
administrativa e Código
de Urbanismo chegam à Câmara
Passada a eleição de
outubro e ultrapassada a modorra deste início de novembro, a Câmara tem pela
frente bastante trabalho até o final do ano. As sessões ordinárias terminam
no dia 15 de dezembro e, nesse intervalo, os vereadores terão de analisar
dois documentos apresentados pela Prefeitura em grossos volumes: a reforma
administrativa (do Executivo e do SAAE) e o Código de Urbanismo.
Na sessão de segunda-feira,
o presidente da Câmara, Luiz Fernando Pugliesi, anunciou a realização de
seminário, nos dias 3 e 4 de dezembro, sobre o Código do Urbanismo. É
necessário para a digestão e compreensão de seus conceitos, normas e números.
O código é um dos grandes objetivos do atual governo, que investiu energia
na cultura do planejamento e do ordenamento.
O código é o resultado da
consolidação de leis esparsas e parciais, que se arrastavam ao longo dos
anos e prejudicavam a regularização de empreendimentos em vários segmentos.
Segundo o prefeito Beto Trícoli, o documento passa a ser "o único
instrumento a reger permanentemente o uso e a ocupação do solo em Atibaia,
dando fim à situação bastante problemática anteriormente vivenciada, com
diversos diplomas, nem sempre devidamente compatíveis, dispondo sobre a matéria".
O código traz as classificações
de empreendimentos e atividades, sujeitos a licenciamento da autoridade pública.
Na justificativa, o prefeito explica que são eliminados embaraços e dúvidas
sobre o processo de aprovação e licenciamento. O código ajuda o Executivo a
direcionar a ocupação urbana com atividades seguras e ambientalmente
adequadas, enquadrando até mesmo as pequenas empresas industriais e
comerciais, às vezes instaladas em residências ou pequenos espaços
adaptados, incluindo situações de subdivisão de lotes para fins
residenciais e pequenos empreendimentos de caráter artesanal.
Pelo código, o município
é dividido em áreas urbanas (de acordo com o Plano Diretor e discussões no
Conselho da Cidade) e rurais e há a subdivisão da área urbana em zonas de
características funcionais diferenciadas. O crescimento de Atibaia ganha
contornos e delimitações que, se forem seguidos, controlarão problemas
experimentados em grandes centros.
Além do calhamaço do Código
de Urbanismo, a Prefeitura protocolou na Câmara três volumes, referentes à
reforma administrativa, que dispõem sobre o plano de empregos, carreiras e
salários da Prefeitura e do SAAE e sobre a estrutura organizacional da
Prefeitura (divisão em secretarias e outras unidades). São criados novos
cargos, redimensionando as secretarias conforme necessidades identificadas.
Os dois planos de carreira
foram elaborados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), contratada para esta
assessoria. Diante das manifestações do Sindicato dos Servidores, com a
assessoria da FGV e através da Secretaria de Recursos Humanos, a Prefeitura
"analisou cada proposta, conforme o que era viável do ponto de vista
administrativo e financeiro-orçamentário", explicou o prefeito na
justificativa ao projeto. Resta agora ler com calma os volumes da reforma,
analisando-se seu impacto sobre a administração.
Nos três volumes da
reforma, as carreiras são estruturadas em classes, dentro de áreas de
atividades, com cada classe agrupando atribuições definidas. A lista dos
empregos, as especificações das respectivas classes e as jornadas de
trabalho estão em anexo. Também foi detalhada a correspondência entre os
empregos atuais e os novos. Os quadros salariais são subdivididos em níveis
e estes em referências salariais. E há ainda a descrição das atribuições
dos empregos, jornadas de trabalho, referências salariais iniciais e outras
características.
O presidente da Câmara
distribuiu os projetos da reforma e do Código às comissões para a elaboração
dos pareceres.
Reforma
da quadra da Escola Guilherme
Contesini será inaugurada neste sábado
A Prefeitura irá inaugurar
neste sábado, dia 15 de novembro, a reforma da quadra poliesportiva da Escola
Municipal Prof. Guilherme Contesini. O evento será às 9h, na Rua Emídio
Fazzio, n° 75, no bairro do Alvinópolis.
As obras de reforma
compreenderam: execução de novo piso, pintura e demarcação da quadra,
instalação de calhas para escoamento de águas pluviais e fechamento da
quadra com alambrado.
A reforma da quadra faz
parte do Programa 21 Ações para a Vida, que, dentre outras obras, também
consistiu na reforma de telhado, banheiros, cozinhas e ampliação da
estrutura física das escolas municipais.
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