Edição 15/08/2008 - ESPORTE
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Educação
é enfrentar um
O
Colégio Objetivo está associando seu nome, em publicidade, ao de um
alpinista de peso: Rodrigo Raineri. Ele chegou ao Everest neste ano.
No dia 27 de maio, o topo do mundo ficou verde e amarelo: Rodrigo
Raineri e Eduardo Keppke atingiram o cume do Everest, a montanha mais
alta do mundo, com 8.850 m. Como
foi esta expedição? Inicialmente, Rodrigo Raineri iria sozinho, sem
parceiro, e organizou a própria expedição, sem contratar as
tradicionais agências que montam toda estrutura para os montanhistas.
“Fui para o Nepal em 2007 para providenciar tudo. E fiquei feliz
quando Eduardo Keppke, cirurgião plástico e um amigo de muito tempo,
resolveu ir comigo. Ele, ao contrário do que muitos pensavam, não
era inexperiente. Já tinha feito várias montanhas. Além disso, o
nosso relacionamento sempre foi muito bom”, explicou Raineri. Rodrigo
Raineri embarcou para o Nepal no dia 14 de março para finalizar as
providências da expedição. Eduardo Keppke foi para a Ásia no dia
28 de março. O extravio de uma das malas de Keppke foi o primeiro
desafio da dupla. A mala de Eduardo Keppke só foi entregue em meados
de abril, quando os dois montanhistas já haviam acionado o plano B:
empréstimo de equipamentos por amigos e compra do que fosse possível
em Namche Bazar e Katmandu. A
subida da tocha olímpica ao topo do mundo gerou inúmeros problemas:
dificuldade de emissão do "permit" de montanha; confisco de
equipamentos eletrônicos no Campo Base; fechamento da montanha no
lado do Tibet e significativo aumento de expedições na Face Sul
(Nepal); dificuldade de aclimatação, pois a princípio estava
garantido o acesso dos alpinistas até o Acampamento 3 (7.500 metros
de altitude). Porém, só foi possível chegar até 6.400 metros. A
montanha só foi liberada a partir de 8 de maio quando os chineses
conseguiram colocar a tocha no ponto mais alto de planeta. O
intenso tráfego de pessoas nos dias 21 e 22 de maio, assim como a
previsão de bom tempo para o fim do mês, fez com que Rodrigo Raineri
e Eduardo Keppke deixassem sua investida ao cume para a última semana
de maio. As previsões de bom tempo não se confirmaram e, no
Acampamento 4, a 7.950 metros de altitude, Rodrigo decidiu optar mais
uma vez pela segurança e fez a subida usando cilindros de oxigênio
suplementar. A
dupla brasileira começou a investida no dia 26 às 23h (horário do
Nepal) e chegaram ao cume às 15h do dia 27 de maio. Conseguiram ficar
cerca de 45 minutos no cume e levaram mais cinco horas no retorno ao
Acampamento 4, no Colo Sul (8.000 metros). Rodrigo
Raineri e Eduardo Keppke agora fazem parte do seleto grupo de
brasileiros que chegaram ao cume do Monte Everest: 1995 – Mozart Catão
e Waldemar Niclevicz; 2005 – Vitor Negrete (ele chegou ao cume sem
utilizar oxigênio suplementar e faleceu na descida a 8.300 metros de
altitude, no Acampamento 3 da Face Norte), Irivan Burda e Waldemar
Niclevicz; 2006 – Ana Elisa Boscarioli e Vitor Negrete; e 2008 –
Rodrigo Raineri e Eduardo Keppke. Dos
sete escaladores que chegaram ao topo do mundo, Ana Elisa Boscarioli,
Rodrigo Raineri e Vitor Negrete nasceram em Igarapava, Ibitinga e São
Paulo respectivamente, mas tornaram-se campineiros ao radicar-se na
cidade desde a faculdade. Eduardo Keppke é nascido e mora em
Campinas. Rodrigo,
Ana Elisa e Vitor estudaram na Unicamp. Ana é cirurgiã Plástica;
Rodrigo é engenheiro de computação, e Vitor era engenheiro de
alimentos. Eduardo Keppke fez medicina em Bragança Paulista, na
Universidade São Francisco e também se especializou em Cirurgia Plástica. Além das privações sofridas nos quase dois meses na montanha – falta de banho, refeições com cardápio sem modificações, desconforto, frio, etc – o retorno não foi dos mais fáceis. Como responsável pelo permit de montanha – vários escaladores se reúnem no mesmo permit para baratear o custo – Rodrigo teve que responder, junto ao governo nepalês, sobre o americano que, durante o período em que a montanha estava fechada para ascensão da tocha olímpica, desfraldou uma bandeira “Free Tibet”. O americano foi deportado na ocasião e a expedição correu sério risco de não conseguir permanecer na montanha. Saiba mais sobre Rodrigo Raineri, visitando o site: www.rodrigoraineri.com.br |