Edição 13/08/2008 - EVENTOS
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O que é ansiedade? Por que aparece? Como desaparecer com ela?
"Diferente do medo, que geralmente tem motivos para surgir, a ansiedade
pode ser um sentimento difuso. Muitas vezes confundida com animação e
super-ocupação, a ansiedade ao longo do tempo mostra sua cara: aquele
sentimento de pressa, agitação e tensão, de preocupação e dificuldade de
manter a paciência, associando-se a episódios depressivos", explicou a
psicóloga Bernardete Pacheco, que realizará no próximo sábado um workshop
sobre o assunto. Atualmente, é um sintoma muito comum e tem sido bastante explorada pelas
pressões das empresas sobre seus profissionais, pela mídia e pelas indústrias
farmacêuticas de calmantes e ansiolíticos. A ansiedade vem alastrando-se no
ritmo da tecnologia. O consumidor contemporâneo quer respostas instantâneas
do computador ao celular, do carro ao "fast food". Qual é a origem desse mal-estar? Pode advir de questões imediatas, como
a preocupação com o filho que ainda não chegou da "balada", bem
como de questões "inexistentes", mas imaginadas e até esquecidas
no passado da infância. Segundo Bernardete, ao vivermos situações de tensão
insuportáveis, nosso psiquismo possui mecanismos para "esquecer"
certas lembranças, porém seus "sinais" permanecem no corpo, na
falta de auto-confiança e na emocionalidade reativa. O fato é que as questões
importantes de ordem interna e afetiva precisam ser resolvidas e não disfarçadas.
Nem serem ansiosamente "medicadas" (leia-se abafadas). Como resolver? Há muitas formas, simples porém eficientes, de
trabalharmos continuamente nossas questões internas ansiógenas, afirmou a
psicóloga. "Algumas delas: procurarmos lembrar e anotar nossos sonhos;
termos um caderno onde registramos nossas preocupações e recursos de resoluções;
participar de atividades reflexivas e expressivas de nossa vida interior; ter
conversas francas e profundas sobre nossas questões; desenhar/pintar; ouvir e
escutar - refletir para aprender", sugeriu. "É certo que às vezes precisamos admitir que necessitamos de
companhia e ajuda, até de ajuda profissional. Precisamos em primeiro lugar
considerar com seriedade a legitimidade de
nossas necessidades íntimas, sem preconceitos tolos. Depois,
precisamos ter iniciativa e buscar ativamente meios de melhora. Há uma outra
possibilidade, aparentemente inusitada e desacreditada por nossa mania de
desprezar o simples e o que, a rigor, não conhecemos: trabalhar-nos através
das histórias", acrescentou Bernardete,
que tem realizado uma série de workshops de contação de histórias. Segundo ela, as histórias foram muito utilizadas por filósofos, mestres
das religiões milenares, profissionais
da saúde e eminentes educadores. "Os mitos, por exemplo, falam e ensinam
sobre os dramas de nossa vida. Mas o segredo é: as histórias não dão
receita, elas disparam nossos recursos internos para lidar com as questões da
vida. Transmitem valores humanos, reacendem temas polêmicos, acalentam e
divertem". Neste sentido, e com inspiração nestas possibilidades, nasceram os
saraus de contação de histórias, que deram origem aos workshops
"Aprendendo e ensinando através de histórias terapêuticas". Esses
eventos reúnem o trabalhar-se através de histórias belíssimas, mais teoria
e técnica de contação de histórias - cumprindo sua função terapêutica
ao vivo, fundamentada por estudos desenvolvidos na Unicamp. Indicado a educadores, profissionais da saúde e apreciadores, acontecem
uma vez por mês, com diferentes temas. No próximo sábado, 16 de agosto, das
14h às 18h, Bernardete estará coordenando mais um desses eventos. O tema será
"Auto-confiança, ansiedade e tranqüilidade". Mais detalhes pelo
fone 4412-3981. O workshop será na sede da Clínica PsicoSaúde, na alameda
Bragança, 149 (travessa da Lucas), Jardim do Lago, Atibaia.
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