Colunistas
Publicado em 16 d Outubro d 2012

UM VAPOR, UMA MALA E O DESTINO

por Renato Zanoni

As canções cantadas no vapor, não eram tristes e nem sopa do jantar era amarga. Cada milha vencida pela embarcação trazia uma esperança. Ninguém abandona a terra em que nasceu sem levar sonhos. Nos velhos a sabedoria e nas crianças as novidades. Norte, sul, leste e oeste, todas as direções levavam a um mundo melhor. Atibaia se rendia aos novos paladares e às novas línguas ininteligíveis. Começaram os casamentos inter-raciais. E vinham mais e mais estrangeiros: Augusto Pinzan, de Santa Margherita D’Adige (1921); Ângelo e Antonio Poloni, de Belgano, Itália (1900); César Rafaeli, de Lucca (1900); James Rankin, da França (1884); Antonio Rodrigues Gimenes, de Andaluzia (1895); Rolando Rolli, de São Paulo (1917); Maximiliano Roncoletta, da Itália; Santo Rosa, do Vêneto (1890); Valeriano Rosa (1898); Vicente Russani, da Calábria (1889); Geraldo Russomanno, de Caposele, Itália (1885); Demétrio Sabbag, de Homs, Síria (1920); Miguel Saláfia Romano, de Catânia (1900); Melchora Vicente Sanches, de Salamanca, Espanha (1897); José e Giovanni Sargiani, de Nápoli (1860); Letícia, José, Ângelo e Marieta Binatti, de Veneza (1860); Ângelo Scapin, de Veneza (1888); Amador Scarelli, de Itatiba (1898); Manuel do Nascimento Sobrado, de Trás os Montes (1890); Pedro Soldera, da Itália (1900); Vicente Spinella, de Catania (1904); Valentim Squizzato, da Itália (1888); Ferrucio Supione, da Itália (1879); Hisaishi Takebayashi, de Otsu, Japão (1929); Antonio Luiz Teixeira, de Portugal; Caetano Tessaro, de Treviso (1902); Antonio Titarelli, de Ancona, Itália (1890); Constantino Tricoli, de Marche, Itália (1896); Cármine Biagio Tundisi, de Piracicaba (1955); Miguel Vairo, de Napoli (1900); Moacir Verde Selva, de São Paulo (1950); Antonio Veroneze, de Pádua (1895); Harukiti Yamanaka, de Kochi, Japão (1927); Toraki Yano, de Kochi, Japão (1933); Ferdinando Zago, da Itália (1888) para o Brasil e em 1920 para Atibaia; Abrahão Zigaib, de Zahlem, Líbano (1908), e assim foi.
Atibaia não seria mais o reduto dos: Silveira, Cintra, Alvim, Camargo, Ferreira, Ribeiro, Silva, Ramos e de muitos outros nomes portugueses. Em vinte anos apareceriam outros nomes, entre os fazendeiros, comerciantes, músicos, padeiros e numa infinidade de profissões e vocações. O preconceito era forte e recíproco. Nada de mistura de raças... até que o amor os unissem.


Publicado em 08 d Outubro d 2012

O CAMPO DOS ESTRANGEIROS

por Renato Zanoni

A corrente imigratória continuava no Brasil. Em Atibaia chegavam estrangeiros com velhas malas e guarda-chuvas desbotados. Tristes alguns, esperançosos, outros. Alguns eram músicos de talento, ou mecânicos experientes, agricultores com sapiência da arte campesina, e outros eram boçais que nem sabiam o que vinham fazer aqui. Gente educada e gente que só sabia comer de colher, aos bocadões. Venceram, compraram terras, casaram suas filhas e filhos com os descendentes de portugueses. Vinham mais e mais...
Valente Corradini, de Mantova (1888); Francesco D’Arienzo, de Caserta (1900); Genaro de Carlo, de Campobasso, da Campânia (1895); José Francisco de Paula, de Minas Gerais (1900); Alfio di Mauro, da Catânia (1895); Antonio Escudero Rodrigues, de Granada (1895); Nicola Falcocchio, da Itália (1900); Giuseppe Fazio, de Catanzaro (1894); Santo Ferro, da Itália (1888); Antonio Sebastião Garcia Lopes, de Lins (1933); Arthur Garcia Lopes, de Barretos (1953); Eladio Granda, de Alcadete de la Jara, Toledo, Espanha (1914); Batista Gregorini, de Veneza (1948); Mitsukatsu Inui, de Tanakura, Fukushima Ken (1933); Minoru Inui, de Fukushima Ken (1934); Ludovico Jauman, de Belgrado (1897); Hisao Koketsu, de Horokanai Mura, Hokaido (1937); Basílio Pedro Legè, de Pavese no Piemonte (1876); João Massoni, de Treviso (1887); Katsuyoshi Matuoka, de Kochi, Japão (1940); Haruju Matuoka, de Kochi (1928); Pedro Maturana, de Jaci, SP (1948); Amadeo Memolo, de Mirabella Eclano-Napoli (1893); Josevino Mendes, de Ferreira do Zezere, Portugal (1962); Luigi Milanello, de Venézia (1897); Francisco Mistrello, de Rovigo (1893); João Morales, de Espanha (1906); Tsuneo Moriwaki, de Hiroshima (1929); Koichi Nakazawa, de Miyagi (1963); Giacomo Nardini, de Rovigo (1891); Giovane Nery, da Itália; Manoel Simões Netto, de Coimbra (1914); Liubomir e Maria Neumann Jonas, da Iugoslávia (1924); João Alonso Nogueirão, da Espanha (1894); José Orenstein, de Viena para Camaquã (1919) e Atibaia (1942); Ludovico Pacitti, de Roma (1898); Julia Pedro Badis, de Damasco (1922); Valeriano Paolinetti, de Quiesa-Lucca (1901); Luiz Passador, de Jundiaí (1933); Paolo Pellegrino, de Salerno (1884); Bartholomeu Peranovich, de Kartz, Áustria (1890); Álvaro Gino Giuseppe Pergola, de Lucca (1907); Hugo Petrucci, da Calábria (1910); Francisco Toscano Pierotti, de Castel Nuovo de Cafagnana (1879); Michelangelo Pignatari, de San Demétrio Corone (1891); Pillegi Contesini, de Mantua (1886).


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