Colunistas
Publicado em 20 d Junho d 2011

Festa Junina

por Fabio Oberdan Capuani

lemas que poderemos ter, quando se trata de grandes festas, como a que estão para acontecer em nossa cidade neste mês de junho, a nossa famosa Festa de Aniversário da Cidade e ainda as festividades juninas, que com certeza trarão muitos fogos de artifícios, bombas e rojões.
É importante lembrarmos que no caso dos cães, por terem uma audição muito mais apurada, sentem com maior intensidade qualquer tipo de emissão sonora. Alguns animais têm como principais sintomas buscar por esconderijos, pupilas dilatadas, cauda baixa, salivação, incontinência urinária, defecação, latidos, agitação e até agressividade. Tal fato não ocorre somente por sua capacidade auditiva privilegiada, mas também por sua criação, seu manejo diário, sua genética e até mesmo por patologias psicológicas.
Nunca devemos tratar tais acontecimentos com atos agressivos como bater e/ou gritar com o cão. A relação tem que ser a mais calma possível dando carinho, compreensão adequada e conversar com o cão, mantendo-o sempre próximo de você.
Deixe-o em local com menor ruído possível, um algodão nos ouvidos pode ajudar. O adestramento comportamental é um tratamento de longo prazo que pode resolver definitivamente. Em alguns casos o uso de medicamentos pode ser necessário. Aqui em nosso hospital acompanhamos vários casos com sucesso utilizando a Terapia Floral.
Mas, se você pensa que nestas festas o problema é só o barulho, está muito enganado, temos grandes emergências por queimadura onde, o cão tenta apanhar algo jogado na fogueira ou mesmo busca uma bomba que foi jogada longe, cortes em vidro por animais que em pânico passam por janelas e portas de vidro. Casos assim não são raros e podem causar sérios transtornos. A própria fumaça vinda das fogueiras também agita os animais, uma vez que eles podem pensar que estão diante até mesmo de um incêndio. Se ainda o animal for curioso e não se assustar com a fumaça ou a fogueira, ainda assim lembramos que não coloquem os animais próximo às fogueiras, já que a parte inferior da pata e o focinho são muito sensíveis e se queimam rapidamente só de chegar perto.
Mesmo com essas dicas procure um médico veterinário e tire suas dúvidas, às vezes, uma simples atitude pode deixar a saúde física e psicológica do seu amigo muito melhor. Não administre nenhum tipo de medicamento sem antes conhecer seus efeitos colaterais e ter certeza da sua necessidade. Lembre-se ainda, que os Florais de Bach trazem ótimos resultados causando um maior conforto.


Publicado em 28 d Fevereiro d 2011

Leptospirose

por Fabio Oberdan Capuani

Vulgarmente conhecida como a “doença do rato”, a leptospirose é uma zoonose (doença que é transmitida dos animais para o homem e vice-versa) onde o agente responsável é uma bactéria (Leptospira), potencialmente grave podendo chegar ao óbito. Acomete animais silvestres, animais domésticos (raramente os gatos) e o homem. Acontece mundialmente e está associada principalmente ao período das chuvas, quando temos enchentes.
A transmissão desta doença pode acontecer tanto de forma direta através do contato com urina, secreções e materiais contaminados, ou de forma indireta através do contato com ambientes contaminados (água, solo, alimentos) sob condições em que a bactéria possa sobreviver. A Leptospira penetra pela pele intacta ou ferida, ou em mucosas; invadem rapidamente a corrente sanguínea e disseminam por toda parte do corpo causando principalmente problemas nos rins e fígado.
Após infecção poderá apresentar sintomas como: febre, apatia, redução do apetite e até a sua parada, vômito, dores musculares, desidratação, insuficiência renal, insuficiência hepática com sinais de icterícia, problemas de coagulação e abortamentos. No homem ainda poderemos ter dores de cabeça, conjuntivite, icterícia, meningite, pneumonia, e também chegando ao óbito. Devo mais uma vez lembrá-los que a leptospirose é uma importante zoonose.
Para evitar que nossos animais se infectem, contaminem o ambiente e infectem nossa família, devemos vacinar regularmente, anual ou semestralmente, dependendo da incidência da doença e de ratos na região. O rato de esgoto, ou ratazana (Rattus novergicus) é o principal responsável pela infecção humana, em razão de existir em  grande número e da proximidade com seres humanos. Com isso, faz parte da prevenção também o controle dos ratos, através de medidas como destinação correta do lixo, não deixar rações de animais expostas, entre outras medidas que retirem dos ratos a água, seu alimento e seu abrigo. Também devemos evitar entrar em enchentes, pois normalmente essas águas estão contaminadas por virem de bueiros e esgotos, regiões que normalmente habitam as ratazanas.
A leptospirose é uma doença de notificação obrigatória, onde o médico veterinário deverá informar ao órgão competente a existência do caso para que se evite um maior número de pessoas e animais infectados. Portanto, não vacile. Leve sempre seu animal ao médico veterinário para proceder a vacinação de forma correta e, em caso da doença, para que seja feito um rápido diagnóstico evitando maiores problemas em ralação ao próprio animal, a você, a sua família e a saúde pública.


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