Colunistas
Publicado em 20 d Dezembro d 2010

Leishmaniose

por Fabio Oberdan Capuani

A Leishmaniose é uma zoonose, ou seja, doença que passa do animal para o homem e vice-versa. Portanto, é de grande importância para a saúde pública. Também conhecida como Calazar ou úlcera de Bauru, é uma doença parasitária (protozoário) transmitida pela picada de um mosquito infectado (Lutzomia longipalpis - também conhecido por mosquito-palha). Trata-se de uma doença sistêmica grave, de curso lento e crônico.
A leishmaniose canina, do ponto de vista epidemiológico, é considerada mais importante que a doença em humanos, pois além de ser mais prevalente, apresenta um grande contingente de animais infectados com parasitismo cutâneo, que servem como fonte de infecção para os insetos vetores. Estas características tornam o cão doméstico o principal reservatório do parasito. Durante epidemias o homem também pode servir como reservatório do parasito, para a infecção do inseto vetor.
Os indivíduos acometidos, animais e o homem, podem apresentar: falta de apetite, perda de peso, lesões ao redor dos olhos e na pele, feridas que não cicatrizam, crescimento excessivo e rápido das unhas, conjuntivites, aumento de volume em linfonodos, apatia, anemia, e vir a óbito.
Pode-se prevenir a leishmaniose através da vacinação, uso de coleiras apropriadas e repelentes a base de citronela de preferência. O mosquito transmissor é um inseto bem pequeno e costuma se reproduzir em locais com muita matéria orgânica em decomposição. Portanto evitar acúmulos de lixo de casa é uma maneira contribuir para a saúde do meio ambiente e ao mesmo tempo evitar a proliferação dos mosquitos.
A eutanásia de cães positivos faz parte de medida de controle recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Outra medida direcionada à população canina que não pode ser esquecida é o controle de cães errantes (vivem pelas ruas), que deveria ser assumida como prioridade, pois estes animais podem ser veiculadores não somente de leishmaniose, mas também de outros agentes zoonóticos.
Como vimos está doença tem uma importância muito grande e a resolução nem sempre é boa, pois podemos ter que sacrificar o cão que é positivo. Com isso a melhor forma é a prevenção. Consulte sempre um médico veterinário, ele é a pessoa mais indicada para lhe informar em como garantir a saúde de seu animal e seus familiares.

Baseado no texto formulado pelo Victor Marcio Ribeiro


Publicado em 06 d Dezembro d 2010

O que é cinomose

por Fabio Oberdan Capuani

A cinomose é uma doença viral, infecto-contagiosa, observada mundialmente. Essa doença pode acometer vários animais, como por exemplo, raposas, lobos, furões, gambás, além dos cães. Conhecida como a doença que “caem as cadeiras”, doença dos coxins duros, ou ainda indisposição canina.
A principal forma de infecção é através de gotículas em aerossol (partículas de vírus liberados no ar) dos animais infectados, além de contato com secreções, comedouros, bebedouros, brinquedos entre outros.
Podemos dizer que essa doença (normalmente) ocorre em três fases, devido a miltiplicação do vírus. A primeira delas acontece no sistema digestório, onde o animal poderá apresentar diarréia, perda de apetite e vômito. Outra fase ocorre no sistema respiratório, onde o animal apresentará tosse, secreção nasal, podendo evoluir à pneumonia. Em último estágio, conhecida como fase final da cinomose, problemas em sistema nervos onde o animal poderá apresentar tremores musculares, incoordenação, paralisia e ataques convulsivos. Além destes sinais podemos ter ainda um espessamento da pele, o que chamamos de hiperqueratose, acometendo o focinho e os coxins (almofadinhas das patas). Os sinais clínicos podem aparecer entre 3 e 6 dias após o contato com o vírus. Infelizmente essa é uma doença que pouco dos animais infectados se recuperam. Muitos deles vêm a óbito, e dos poucos que sobrevivem, ainda podem ficar com uma ou mais seqüelas.
Os cães infectados podem eliminar o vírus por vários meses, assim como este vírus pode permanecer por longo tempo no ambiente, dependendo das condições.
A melhor forma de prevenirmos esta doença e fazendo a vacinação de nossos cães. Mães vacinadas garantem certa proteção aos filhotes, suficiente até que este filhote possa ser vacinado. Além da vacinação (extremamente importante não só para cinomose, mas como outras doenças) devemos tomar outras precauções como a vermifugação, evitar a utilização de comedouro, bebedouros e outros itens de uso comum aos animais, evitar locais aglomerados com animais desconhecidos e sem vacina. Devemos saber ainda, que podemos levar o vírus da cinomose da rua para nossas casa através dos sapatos, portanto, devemos estar sempre atentos com a vacinação de nossos animais.Consulte sempre um Médico Veterinário, ele saberá qual a melhor forma de proteger seu animal e sua família.


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