Colunistas
Publicado em 25 d Outubro d 2010

Pulgas

por Fabio Oberdan Capuani

Existem pelo menos 2.500 espécies de pulgas, que ocorrem desde a Antártica até os trópicos. As que atacam cães e gatos são respectivamente as espécies Ctenocephalides canis e Ctenocephalides felis. Essas espécies só atacam o ser humano em último caso, somente quando há um alto grau de infestação. Por isso é relativamente comum que o cão ou o gato estejam infestados por pulgas e seus donos não sejam incomodados por elas.
Um dos fatos curiosos a respeito das pulgas é que elas são dotadas de muita força, podendo saltar até 60 cm de altura. Se um homem de 1,80 m tivesse a mesma capacidade, ele poderia saltar do chão ao topo do Pão de Açúcar. Além disso, elas têm um apetite voraz, podendo ingerir uma quantidade de sangue igual a 20 vezes o seu próprio peso.
É fundamental que conheçamos o ciclo de vida da pulga para poder combatê-las, adotando medidas realmente eficazes. A pulga possui impressionante capacidade de reprodução. Para dar uma idéia disto, basta dizer que apenas 10 pulgas adultas podem em um mês gerar uma população de até 250.000 pulgas. Veja como isso funciona: Uma pulga adulta põe de 400 a 500 ovos no hospedeiro ou no ambiente, os quais são praticamente invisíveis a olho nu. Esses ovos caem no chão e ficam escondidos em fendas de assoalhos, carpetes, sofás, tapetes, casinhas ou outros lugares e são muito resistentes, suportando secas, altas temperaturas e produtos químicos normalmente utilizados na limpeza de casa. Entre 2 e 12 dias, desses ovos nascem larvas que se alimentam de restos orgânicos (alimentos, descamações de pele, etc.) e principalmente fezes das próprias pulgas adultas, que são ricas em sangue extraído do animal. As larvas podem permanecer neste estágio de 2 a 20 dias e, então, tecem um casulo em volta de si, transformando-se em pupas. Esse casulo fica revestido de partículas de poeira e outros fragmentos, o que também impossibilita sua visão a olho nu. Neste estágio a pulga pode permanecer de 7 a 365 dias! Tudo isso irá depender das condições do ambiente, como temperatura e presença do hospedeiro (seu animal). Dentro deste casulo, a larva sofre metamorfose e se transforma em ninfa, que rompe o casulo e sai como uma pulga jovem e faminta.
IMPORTANTE: As pulgas adultas que encontramos nos animais correspondem a 5% do total da população de pulgas. Os outros 95% encontram-se no meio ambiente nos estágios de forma jovem. Por isso, é muito importante empregar um controle de pulgas sistemático, a fim de prevenir as reinfestações provenientes do ambiente.
As pulgas podem provocar problemas como a irritação local com uma coceira leve a intensa, alergia, queda de pêlo, formação de feridas pelo traumatismo, anemia, perda de peso, estresse e verminose.
Procure sempre um médico veterinário, ele saberá a melhor forma de tratar o seu animal e o ambiente, podendo assim garantir uma excelente qualidade e a segurança para sua família.


Publicado em 14 d Outubro d 2010

Verminose

por Fabio Oberdan Capuani

Meu cão tem vermes?
As infestações por vermes intestinais nos cães e gatos são um grave problema, tanto para os animais de estimação como para o homem.

Como meu cão adquire verminose?
Um meio de infecção muito importante e que normalmente é ignorado pela maior parte das pessoas é a transmissão dos vermes da mãe para os filhotes. Isso acontece ainda na fase em que o filhote se encontra no útero da mãe ou quando está sendo amamentado.

Você sabe que isso pode ocorrer mesmo que você vermifugue a mãe antes e durante a gestação?
O que na verdade acontece é que, quando um cão “adquire” verminose, a maior parte vai para o intestino, onde os vermes causam o quadro verminótico. Entretanto, algumas destas larvas irão para a musculatura do cão e permanecerão por lá por longos períodos. Se este cão for um macho, essa larva permanecerá na musculatura e não se desenvolverá; entretanto, se for uma fêmea, quando esta cruzar e ficar prenhe, pela própria estimulação hormonal, essas larvas serão “ativadas” e, desta forma, irão infectar os filhotes diretamente no útero ou através da amamentação. Deste modo, um novo ciclo irá se iniciar!
Devemos também lembrar que as mães vivem em contato íntimo com seus filhotes e são responsáveis pela sua higiene. Assim sendo, os próprios filhotes acabam contaminando as mães.

Quais outras formas de infecção?
Os animais também podem facilmente se infectar quando passeiam em praças públicas, freqüentam parques ou qualquer outro local onde possam ter contato direto ou indireto com outros cães.
Pode acontecer de duas formas, como por exemplo, através da ingestão das larvas ou ovos dos vermes que são encontrados nas fezes dos cães. Isto porque o cão tem o hábito de farejar muitas áreas, inclusive fezes de outros cães. Também pode ocorrer através da lambedura das patas após pisar nos ovos ou larvas. Neste momento, estes minúsculos ovos ou larvas invisíveis a olho nu podem ser ingeridos pelo cão e dar início a um ciclo de verminose. A outra forma pode ser pela ingestão de pulgas, isto mesmo, pulgas podem transmitir vermes para seu cão. Por hábito, se coça e mordisca quando está infestado por pulgas e certamente irá ingerir uma pulga, que pode estar infectada com fases jovens de vermes e, assim, quando o cão engolir a pulga, ele estará adquirindo a tênia.

Como sei que meu animal tem verminose?
Quando o animal adquire a verminose, apresenta uma série de sintomas que variam de acordo com a severidade da infestação e o estado físico do animal. Muitos desses sintomas você pode identificar, como: Fezes pastosas ou diarréicas, com presença de sangue e/ou muco, abdômen inchado, vômitos, pêlo sem brilho, perda de peso, mucosas pálidas. Muitas vezes você poderá encontrar os vermes nas fezes ou no vômito. É importante ressaltar que infestações maciças por vermes podem causar a morte por anemia ou por bloqueio do trânsito intestinal. A melhor forma de se certificar se seu animal tem vermes é através do exame de fezes, realizado pelo médico veterinário.

Eu também posso me contaminar?
SIM! Não é só seu animal que pode correr riscos com a verminose, mas você e sua família também!
Quando você ou seu filho brincam com um cão infectado, ou quando as crianças brincam em tanques de areia ou ainda simplesmente quando vão à praia freqüentada por cães e gatos, você pode adquirir uma zoonose (doenças transmitidas do animal para o homem e vice-versa).
A contaminação nos humanos também pode acontecer pela pele ou por via oral. Entretanto, os sintomas causados são bem diferentes daqueles que ocorrem nos animais, e muitas vezes mais sérios.
Quando uma larva ou o ovo de um verme entra no organismo de um humano, por não se encontrar no seu hospedeiro definitivo (animais), pode migrar para diversas áreas do corpo, causando diferentes tipos de doenças.
Portanto, a verminose é um problema bem mais sério do que parece e, como para qualquer problema a solução é a prevenção!

Como prevenir então a verminose?
Um bom controle de verminose dá-se com a utilização de vermífugos (receitados pelo médico veterinário) e também o tratamento do ambiente (higienizar o ambiente freqüentemente, evitar levar o seu animal à praia). É importante lembrar que o controle da verminose deve começar na fêmea antes da gestação. Devemos vermifugar cães adultos mais de uma vez ao ano, e para os filhotes existe um esquema de vermifugação de acordo com procedimentos realizados previamente.

Outras medidas preventivas
Alimente seu animal de forma adequada, de preferência com ração comercial de boa qualidade. Animais saudáveis têm menor chance de adquirir verminose. E, caso ele venha adquiri-la, as conseqüências serão mais brandas. Leve seu animal regularmente ao médico veterinário. SOMENTE ele é capaz de realizar um exame adequado em seu animal e saber qual o melhor vermífugo, qual a freqüência e a dose correta que o medicamento deve ser administrado ao seu animal.

Fonte: Manual do Filhote (Bayer)



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