Colunistas
Publicado em 03 d Janeiro d 2019

A ponte entre os extremos, amor e ódio

por Luiz Gonzaga Neto

A eleição americana e a eleição brasileira neste ano foram exemplos tristes de polarização, expondo a falta de pontes entre os grupos, entre os extremos de amor e ódio. A edição de dezembro da revista Medium trouxe mais uma abordagem sobre tal estresse da sociedade atual.
Segundo Siobhan O'Connor, responsável pela editoria, estamos vivendo uma idade do ódio. Nós nos definimos muito mais pelo que odiamos do que pelo que amamos. A extrema polarização garante que 50% das populações possam odiar os outros 50% e vice-versa, por razões às vezes sem fundamento, superficiais e preconceituosas.
As ferramentas tecnológicas, que poderiam aumentar o conhecimento e o aprofundamento, vêm facilitando esse armamento da antipatia. Os posts das redes sociais que geram emoção intensa recebem muito mais atenção do que aqueles referentes a aspectos suaves e tranquilos de nossas psiques. E sabemos que emoção intensa para um ser humano significa muito mais ódio que amor.
Estes anos têm sido escuros nesse sentido. Felizmente, a mídia tradicional tem mostrado também as atitudes de amor quanto aos estrangeiros, aos imigrantes e todos que são diferentes dos brancos e ricos do Ocidente. Nesse sentido, o amor também vem se afirmando como um sentimento reconhecido por grupos sociais, que lutam frequentemente pela expansão de seus círculos.
A revista Medium coleciona histórias e ensaios que exploram os alcances dos extremos de amor e ódio na política, na cultura, na tecnologia, nos relacionamentos e mesmo no cinema, parte muito integrada ao nosso inconsciente. Também se pergunta o que os psicólogos podem fazer para minorar os sentimentos negativos e exaltar e estimular os positivos/construtivos.
Cabe um esforço das sociedades na direção do diálogo e da aceitação mútua, para além da banalização do mal.


Publicado em 27 d Dezembro d 2018

Jogo abusa da apologia ao crime e da falta de escrúpulos

por Luiz Gonzaga Neto

Como uma brincadeira pode “ensinar” a roubar e a matar? É preocupante, para nós, pais e avós, saber que nossas crianças estão expostas a jogos como o GTA (Grand Theft Auto), cujo nome em inglês faz referência à lei americana sobre furtos de veículos.
Nas histórias dos jogos de GTA, o usuário pode imaginar como seria jogar no time dos vilões, fazendo coisas erradas por puro prazer e sadismo, como furtar veículos. Essa é a essência da série criada por David Jones em 1997 e que faz um enorme sucesso até hoje, gerando muitas vendas mas também protestos de ativistas nos Estados Unidos e em outros países.
Onde está a mídia que não critica esse tipo de coisa? Comprometida com a indústria de games? Muito provavelmente. Essa indústria é muito criativa e representa, para a infância e a adolescência, um canal para dominar a linguagem virtual, importante em sua educação. Mas não dá para aceitar a apologia ao crime, a famosa banalidade do mal.
Desde o lançamento da série, histórias e polêmicas foram geradas em meio ao sucesso que crescia exponencialmente entre os fãs. Nessa série de games da Rockstar, o jogador precisa roubar muitos veículos para atingir seus objetivos, com a liberdade de lidar com armas, tráfico de drogas, assassinatos e outros tipos de crimes. Outra característica do jogo é que o usuário tem de fugir da polícia, assumindo-se como protagonista bandido. As missões incluem matar pessoas, policiais e coletar itens de bônus pelo mapa.
Em outras palavras, o conteúdo é extremamente violento. Há textos na Internet identificando a série Grand Theft Auto com a falta de escrúpulos e a divulgação de aspectos negativos da sociedade, como a prostituição. Outro problema que deu muito o que falar foram os conflitos com etnias. Em versões do jogo, existiam gangues cubanas que atacavam gangues haitianas, o que fez com que grupos dos dois países lutassem contra sua distribuição, por se tratar de grande desrespeito às respectivas culturas. No fim, a Rockstar Games fez algumas mudanças em certas falas do jogo, que eram mais ofensivas e direcionadas a esses grupos. Será que a sociedade continuará apática diante de tudo isso?


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