Colunistas
Publicado em 26 d Fevereiro d 2018

Um instrumento de análise simples e valioso

por Wagner Casemiro

Use a matriz F.O.F.A. para corrigir deficiências e melhorar a empresa. Certamente, o empresário já ouvir esse conselho. A justificativa é de que, ao conhecer as forças, oportunidades, fraquezas e ameaças que influem os negócios, é possível se organizar e projetar soluções competitivas mais eficientes.
Mas o que é mesmo essa matriz? A matriz F.O.F.A. é definida como instrumento de análise de negócio simples e valioso. Sua finalidade é detectar pontos fortes e fracos das empresas, com o objetivo de torná-las mais eficientes e competitivas, corrigindo assim as deficiências. O nome é um acrônimo para Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças. Também conhecida como análise F.O.F.A. ou análise F.F.O.A, a matriz deriva da análise SWOT (Strenghts, Weaknesses, Opportunities e Threats).
Realizar essa análise leva a empresa a pensar nos aspectos favoráveis e desfavoráveis do negócio, dos seus proprietários e do mercado. Fazendo um resumo, as metas principais são: ter uma visão interna e externa do negócio; identificar os elementos-chave para a gestão da empresa; estabelecer prioridades de atuação e de decisões; dispor de “diagnóstico” sobre a saúde da empresa; e definir posturas para resolver ou minimizar os riscos e problemas levantados.
A análise é muito útil para negócios já estabilizados e que precisam melhorar a sua representatividade no mercado. Deve ser aplicada de tempos em tempos (mesmo se tudo estiver indo bem) porque disponibiliza informações relevantes para desenvolver o planejamento estratégico.
A matriz é sempre feita em quadrantes, ou seja, em quatro quadrados iguais. Em cada quadrado, são registrados fatores positivos e negativos para a implantação do negócio. A tarefa principal é levantar o maior número possível de itens para cada área (Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças). Quanto mais completo for esse levantamento, mais acurada e precisa será a análise e melhores as chances de desenvolver soluções eficazes.
Querem uma dica de sucesso: é importante que as informações levantadas sejam extremamente honestas. O foco é a realidade e não em como seria “o negócio ideal”, a fantasia que pode nos atrapalhar. Não seja nem muito otimista, nem muito pessimista. Como sempre acentuamos em nossa coluna, o mais importante é estudar, planejar, organizar e envolver os colaboradores em novas metas.


Publicado em 15 d Fevereiro d 2018

Os desafios do comércio exterior para as pequenas empresas

por Wagner Casemiro

Para começo de conversa, o comércio exterior é investimento, cujo retorno é de longo prazo. Sem dúvida, apresenta desafios para qualquer empresa, principalmente para as micro e pequenas empresas.
Se os obstáculos parecem maiores, é importante que a pequena empresa descentralize decisões e melhore seus padrões de gestão. A decisão de atuar em mercados externos é uma escolha estratégica, mas exige comprometimento de todas as áreas da empresa, exploração de todo o seu potencial e atitude competitiva.
Outro aspecto fundamental é a atualização tecnológica. Para chegar bem no mercado externo e enfrentar os concorrentes, a operação e os produtos devem ter características contemporâneas compatíveis, seguindo metas de produtividade.
Um alerta indispensável é que o mercado externo não costuma absorver exatamente o mesmo produto vendido no mercado doméstico. Alterações são frequentemente necessárias em design, matéria-prima, acabamento, composição, dimensões, cores, quantidades na embalagem, entre muitas possíveis solicitações. Nesse esforço, é comum a empresa produzir amostras e enviá-las ao importador antes mesmo que o negócio seja concretizado. As MPE precisam estar preparadas para isso.
Esse foco não se deve apenas ao objetivo de atender aos gostos e preferências de clientes externos, mas também de cumprir normas e especificações técnicas do país de destino, que podem estar ligadas à higiene e saúde, segurança, prevenção de acidentes e controle de impactos ambientais. Ou seja, mais desafios: conhecer as normas técnicas dos países de interesse, realizar as modificações e obter as certificações de adequação. Em outras palavras, conhecer a legislação e a burocracia do mercado-alvo é algo inerente às operações de comércio internacional.
No comércio internacional, as modalidades de pagamento e a logística são mais complexas, aumentando o prazo do ciclo de produção, venda e recebimento do pagamento. Isso demanda maior capital de giro da empresa exportadora para manter esse ciclo e nem sempre as MPEs têm o capital necessário disponível. Em alguns casos, o próprio processo de produção é longo, aumentando esse ciclo.
Se você está mirando a venda internacional, a dica é se planejar, analisar seus métodos de gestão e movimentar os setores de sua empresa em torno do objetivo.


Enquete

  Você é contra ou a favor do comércio em praças públicas?

A FAVOR
CONTRA

Última Edição

  Digite seu email abaixo para receber mensagens periodicamente com nossas últimas noticias:


Notícias por Data

Jornal O Atibaiense ©

Rua Deputado Emílio Justo, 280 - Nova Aclimação - Atibaia - SP - (11) 4413-0001