Colunistas
Publicado em 30 d Janeiro d 2018

Plano de negócios com pesquisas de mercado

por Wagner Casemiro

O bom senso e o planejamento recomendam: antes de abrir uma empresa, mesmo sabendo o que vai vender ou produzir e conhecendo os clientes, lembre-se da importância de pesquisas de mercado como base para a elaboração do plano de negócios.
Na etapa da pesquisa de mercado, os futuros empresários descobrem como juntar informações sobre o setor em que desejam atuar, quais são as práticas dos concorrentes e os diferenciais entre as organizações. O objetivo dessa fase é saber se vale a pena entrar no mercado escolhido, se o retorno será o esperado e quais são as estratégias para ter sucesso.
O plano de negócios é um documento que apresenta os investimentos necessários e os gastos existentes na implementação de uma empresa, comprovando a viabilidade comercial do projeto. É composto por seis tópicos: resumo executivo, que explica o conteúdo do plano; visão e missão: mostra como o empreendedor imagina o seu futuro da empresa e a participação do negócio na concretização dessa ideia; descrição geral: apresenta as competências de sócios e diretores, bem como quais produtos ou serviços que serão comercializados; análise estratégica: descreve como a empresa atuará no mercado (direcionada pela pesquisa de mercado, com objetivos e metas estabelecidos); plano de marketing e vendas: detalha como será feita a comercialização dos produtos ou serviços; e plano financeiro: demonstra a viabilidade do projeto, a quantidade de investimento necessária e qual será o retorno financeiro.
Outra lembrança importante é: em mercados saturados de concorrentes, as chances de obter sucesso são muito menores. Reforçando a nossa abordagem, responda bem às perguntas: que preços praticam meus concorrentes? Quais são esses concorrentes? Que diferencial cada concorrente tem em relação ao outro (o que cada um oferece a mais que o diferencia dos demais)? Quais os principais fornecedores desse mercado? Após obter as respostas da pesquisa, analise se vale realmente a pena entrar nesse mercado, com base no que você espera de retorno de seu investimento. E avalie também possíveis estratégias que permitam garantir o sucesso dessa empreitada.
Pode ser que você descubra que não vale a pena investir no produto ou serviço inicialmente pensados, mas há possibilidades para outro negócio a partir das respostas obtidas de seus potenciais clientes. Por outro lado, muitas vezes os entrevistados dão respostas positivas e, após ser lançado o produto, as vendas são menores do que o esperado. A checagem de dados e o confronto entre as informações levantadas farão toda a diferença.


Publicado em 08 d Janeiro d 2018

2018 reforçará propósito social das empresas

por Wagner Casemiro

A evolução do marketing aponta para novas ações e estratégias com base em valores, especialmente o propósito social, a sustentabilidade e o cuidado com as relações. Esse foco, acentuado pelo avanço das redes e das tecnologias de comunicação, também mudou a forma como vemos e interagimos com as marcas, o que exige novas estratégias das empresas.
Como se desenha esse novo paradigma? A marca tem menos a ver com vantagem competitiva e mais a ver com posicionamento; menos a ver com a divulgação unidirecional de imagem controlada e mais a ver com diálogo e construção participativa com o público. A partir da qualidade do produto e serviço, passam a importar mais sua responsabilidade e busca pelo engajamento.
As empresas enxergam que têm uma contribuição ainda maior que simplesmente a sua missão, a sua visão e seus valores. O objetivo agora é contribuir para a construção de um mundo melhor. O consumidor está mais consciente e informado, dando atenção também a temas da agenda social das organizações, como diversidade, mobilidade urbana, poluição, entre outros.
O alerta vale para todo mundo: com um cliente cada vez mais antenado fica cada vez mais evidente a importância de relacionamentos baseados na confiança, na lealdade e no propósito; se a empresa mantém relacionamentos desleais, sem transparência, antiéticos e de natureza mercenária com seus clientes, seu negócio estará fadado ao fracasso e será engolido pelo mercado.
Neste momento de transição de exercício, é importante lembrar que esse novo posicionamento pressupõe consistência, coerência, regularidade e ações de longo prazo. O empreendedor necessita acreditar em seus princípios e selecionar ações e direcionar esforços voltados à autenticidade da empresa e dos funcionários, a verdadeira identidade de marca.
Em 2017, a instabilidade política e econômica do país fez com que muitos empresários apostassem em operações mais enxutas, em processos mais ágeis de gestão e em automações capazes de economizar recursos. Em 2018, os consumidores continuarão buscando mais do que produtos: procurarão consultorias. Com tanta informação, nem sempre é fácil separar o joio do trigo. Quem realizar bem essa separação, vai sair na frente!


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