Colunistas
Publicado em 27 d Novembro d 2017

A importância da moeda no sistema econômico

por Wagner Casemiro

Os economistas reconhecem como funções da moeda ser meio de pagamento ou intermediário de trocas; padrão de referência de valor ou unidade de conta; e reserva de valor. Esta é uma longa história. Mas o que desencadeou o surgimento da moeda? Com a necessidade da divisão e especialização do trabalho, deixando para trás a autossuficiência de produção e consumo.
Com a história mudando, a primeira solução foi o sistema de trocas entre produtos e bens, mas sua ineficiência acabou evidente. O passo seguinte foi a adoção das trocas indiretas: uma mercadoria com aceitação geral passava a ser usada, por convenção e aceitação do grupo, como meio de pagamento. É oficialmente a introdução da moeda no sistema econômico, com as trocas se tornando indiretas.
Ao longo dos séculos, a moeda assumiu as mais diferentes formas, nos mais diferentes países e épocas. A moeda-mercadoria utilizava produto relativamente escasso e não facilmente perecível, como sal, gado, fumo, peles, trigo, rum, ostra, carne-seca, ferro, cobre, etc. Mas os metais preciosos, notadamente a prata e o ouro, se impuseram com o tempo.
A moeda-papel chegou com o crescimento do volume e valor das transações. Apareceram as casas de custódia desses metais, que emitiam em troca do depósito de metais preciosos recibo ou certificado de valor correspondente. Este certificado recebeu a denominação de moeda-papel e era aceito nas transações.
O papel-moeda foi resultado da crescente demanda por tais certificados. Assim, as casas de custódia passaram a emitir certificados cujo valor global em circulação excedia o valor total dos metais preciosos ali depositados. Foi um novo marco histórico na evolução da moeda: a mudança da moeda-papel para os certificados emitidos sem o correspondente lastro em ouro ou prata e que vieram a ser chamados de papel-moeda. Pouco a pouco, o papel-moeda ganhou uso generalizado como meio de pagamento nas transações pela aceitação, não se questionando a possibilidade de convertê-lo ou não em ouro.
Outro aspecto dessa história, a moeda escritural bancária é representada pelos depósitos à vista, do público, nos bancos comerciais – ou seja, as contas-correntes das empresas e dos indivíduos – materializados, na prática, pelo cheque. E as moedas virtuais, hoje tão comentadas? São uma forma, ainda não regulamentada, de dinheiro, comumente distribuído e controlado por seus desenvolvedores. Este dinheiro é usado e aceito entre membros de comunidades virtuais. É uma nova ferramenta para transações. E o que virá na sequência? Bom, isso fica para os futurólogos.


Publicado em 13 d Novembro d 2017

A importância do fluxo de caixa no controle e planejamento do negócio

por Wagner Casemiro


Avaliar o saldo disponível para que haja sempre capital de giro na empresa, para aplicação, para provisionamentos e reserva de caixa, investimentos ou gastos. Este é o objetivo do fluxo de caixa, fundamental no dia a dia de uma empresa.
Para o fluxo de caixa, devem ser registrados todos os recebimentos (vendas à vista e a prazo e recebimento de duplicatas, entre outros) e todos os pagamentos (compras à vista e a prazo, pagamentos de duplicatas, pagamento de despesas e outros pagamentos), com o máximo de horizonte adequado às necessidades da empresa.
Ao elaborar o fluxo de caixa, o empresário terá uma visão de presente e de futuro. Com essa tranquilidade, pode antecipar decisões importantes como a redução de despesas sem o comprometimento do lucro, o planejamento de investimentos, a organização de promoções para desencalhe de estoque, o planejamento de solicitação de empréstimos, a negociação para dilatação de prazos com fornecedores e outras medidas, antecipando o impacto de possíveis dificuldades financeiras.
A estrutura para o fluxo de caixa depende da natureza da empresa e também das necessidades dos gestores. Reforçando a ideia, o resultado do fluxo de caixa é o saldo disponível (em dinheiro disponível no caixa, ou depositado em conta corrente nos bancos, etc.) apurado pela diferença entre o total do valor dos recebimentos e pagamentos efetivamente realizados em uma determinada data ou período).
No passo a passo, estão o lançamento no "contas a pagar" (tais como impostos, contas de água, luz, folha de pagamento, etc) e “contas a receber”, os compromissos já assumidos e valores a receber, já conhecidos ou facilmente estimados. Nas vendas à vista, a recomendação é utilizar como base a média diária das vendas realizadas normalmente. E o saldo final do fechamento de caixa deve corresponder ao valor dos recursos disponíveis no caixa da empresa ou depositados em contas corrente (banco).
Saldos diários elevados, tanto negativos quanto positivos, sugerem a necessidade de melhorar a organização financeira. Lembre-se que eles implicam financiamentos com custos elevados (saldo negativo) ou custo de oportunidade da aplicação (saldo positivo) e que poderiam render juros em aplicações ou mais adequadas condições de pagamento junto a fornecedores.
É claro que o fluxo de caixa pode ser elaborado manualmente (o que dá um pouco mais de trabalho) em uma agenda ou um caderno. Porém, será muito mais fácil, organizado e ágil se for automatizado, por meio de planilha eletrônica ou programa de gestão. E um último lembrete: existem cursos que dão o treinamento necessário às operações citadas aqui.


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