Colunistas
Publicado em 05 d Setembro d 2017

As fontes de financiamento e as principais linhas de crédito

por Wagner Casemiro

Aqui neste nosso espaço, quero abordar também as fontes de financiamento e as principais linhas de crédito. As instituições financeiras têm opções mais conhecidas, mas há no mercado alternativas de empréstimos para diferentes tipos de empresa. Saber quais são as diversas fontes de financiamento existentes no mercado é importante para os empreendedores de nossa cidade, pois eles podem escolher aquela que mais se adapta ao seu negócio.
As consultorias esclarecem que, em muitos casos, a melhor indicação é o uso de capital próprio. No entanto, o empresário pode não ter esses recursos disponíveis. Alternativas são cotas de participação acionária, fontes alternativas e linhas de crédito. Quanto à participação acionária, o empresário que estiver disposto a vender parte do negócio pode buscar um sócio-investidor. Há também o investimento-anjo, que é feito por pessoas físicas interessadas em contribuir com o desenvolvimento de empresas em estágio inicial, e o fundo de investimento, feito por pessoas jurídicas para empresas com claro potencial lucrativo.
Já as empresas embrionárias, muitas vezes, optam pelos programas de incubação e aceleração. Sem contar com o investimento coletivo, um modelo de captação de recursos possibilitado pela conexão de investidores e empreendedores por meio da internet. Para determinados modelos de negócio, agências de fomento também disponibilizam linhas de crédito para pesquisa e inovação, por vezes, até mesmo a fundo perdido. Subvenções desse tipo podem ser uma das alternativas mais acertadas para a obtenção de capital.
E, no caso dos investimentos financiados a longo prazo, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é outra importante opção. Quando o objetivo do financiamento é a ampliação da sua capacidade produtiva, essas linhas de crédito oferecem taxas de juros reduzidas e costumam ser mais interessantes que as fornecidas pelas instituições financeiras convencionais.
Se a empresa enfrenta problemas quanto ao fluxo de caixa, as linhas de crédito adequadas são as de capital de giro. Entre outras opções, também é possível utilizar antecipação dos recebíveis e conta garantida. Já os negócios que promovem a inovação ou lidam com a pesquisa básica ou aplicada devem estar atentos aos editais de entidades como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), além das agências de fomento estaduais.
Atividades produtivas de pequeno porte podem contar também com o Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO). Negócios em busca da modernização ou do crescimento contam, por sua vez, com o Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger). Você tem alguma dúvida ou questão sobre este assunto?


Publicado em 21 d Agosto d 2017

Uma boa conversa resolve temas difíceis

por Wagner Casemiro

Ao iniciar esta série de artigos para o jornal O Atibaiense, quero fazer uma pequena apresentação, tanto da minha experiência quanto dos objetivos com este espaço na imprensa. Após uma trajetória ligada ao RH na administração pública e em empresas, e formação escolar com foco em Administração, Finanças, Comércio Exterior e Marketing, ingressei na Fatec/Centro Paula Souza, onde venho dando aulas sobre Fontes de Financiamento e Finanças Internacionais.
Nesta coluna, vou compartilhar o aprendizado que colhi, tanto com as atuações no mercado quanto no ambiente acadêmico, sobre as áreas citadas acima. Não quero abusar da linguagem técnica, grande risco para quem vive no ambiente educacional. Pelo contrário, quero traduzir em palavras simples conceitos e abordagens de autores importantes, dividindo com o leitor as ferramentas que nos ajudam a interpretar o mundo de hoje.
As novas tecnologias de informação e conhecimento transformaram nossa forma de entender os negócios, os empreendimentos particulares e as decisões da área pública. A globalização, com a arma mais aparente da internet, nos atropelou literalmente desde, pelo menos, os anos 80 do século passado, com uma avalanche de dados, interfaces, interação de mercados e rompimento de limites e fronteiras, mesmo entre os países.
Os blocos econômicos tiveram momentos contraditórios, tanto no sentido do fortalecimento das relações e dos interesses quanto no caminho do nacionalismo e do individualismo das nações, como se viu com o Brexit (saída da Inglaterra da União Europeia). Ao mesmo tempo, eles se transformaram em grandes fontes de financiamento para projetos até mesmo em nível municipal. Este é um exemplo de como o planeta ficou mais complexo e difícil de entender.
Gostaria também de me colocar à disposição do leitor para responder questões e investigar, em conjunto, cenários da nossa vida econômica. Desse diálogo, poderemos tirar a energia e a disposição para dar novos passos. Atibaia, até pela posição estratégica no Estado de São Paulo e o momento de desenvolvimento e soluções urbanas apesar da crise nacional, conquista um lugar de destaque em toda essa discussão.
É isso aí, meus amigos, vamos em frente!


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