Publicado em 23 d Maio d 2018

De Takao a Saulo: Rinaldo Silveira faz sua linha do tempo na política

O dirigente do DEM descreveu, resumidamente, o que Atibaia viveu, em matéria de mandatários, desde os anos 70 do século passado.

Presidente do DEM de Atibaia, Rinaldo Silveira.

De olho na eleição parlamentar deste ano, mas considerando suas repercussões para o pleito municipal de 2020, Rinaldo Silveira, dirigente do DEM e um dos maiores articuladores da política em Atibaia, de raciocínio rápido e visão estratégica, traçou uma “linha do tempo” dos mandatários municipais, em entrevista ao jornal O Atibaiense. Os marcos dessa linha do tempo são o ex-prefeito Takao Ono e o atual prefeito Saulo Pedroso.
Inicialmente, ele reconheceu a contribuição de prefeitos como Omar Zigaib e de líderes que compuseram o coronelismo “esclarecido”, ou seja, de atuação autocrática e centrada na autoridade e no conservadorismo, mas com realizações para a cidade. Depois de um período fechado na política nacional, o prefeito Takao Ono, um homem de centro, foi o primeiro eleito de forma direta na cidade, após o mandato como prefeito nomeado de Cido Franco.
O FIM DA DITADURA?
Sob Takao, cujo governo começou em 1979, Atibaia começa a viver uma inflexão democrática, ainda segundo um modelo de gestão tradicional. Na sequência, houve o retorno de Cido Franco como prefeito eleito, já se descortinando uma cidade que deixa, aos poucos, seu passado provinciano. Os setores básicos, educação e saúde, avançam. O crescimento da cidade se acentua.
Um marco à esquerda do espectro ideológico foi o surgimento do prefeito Gilberto Sant’Anna em 1982, com visão internacionalista, pensamento novo e inovações na área de educação e saúde. O enfrentamento e as turbulências entre Câmara e Prefeitura se manifestam também nesse período, já num contexto um pouco diferente, antecipando em nível nacional o fim da ditadura.

NOS ANOS 90
Nos anos 90 do século passado, o prefeito Flávio Callegari representou um modelo diferente, trabalhando com uma boa equipe técnica e propondo avanços, que não tiveram continuidade. Ou seja, ele fez bom governo mas não conseguiu eleger seu sucessor. Depois, com perfil mais popular e volta a padrões conservadores na postura pública, subiu ao poder municipal o político Pedro Maturana (1996-2000), dono de oito mandatos entre Câmara e Prefeitura.
Primeiro com direito à reeleição, Maturana não conseguiu esse feito, abrindo lugar para o político que exerceu a maior liderança até agora, Beto Trícoli. Ele foi vereador, prefeito, conquistou sua reeleição (o primeiro), fez seu sucessor (também o primeiro) e chegou ao cargo de deputado estadual (após Tiãozinho da Farmácia). Coincidentemente ou não, Atibaia sai nesse período de seu histórico isolamento. Consolidada a duplicação das duas rodovias, D. Pedro I e Fernão Dias, com o cenário nacional aprofundando a globalização, Atibaia deixa para trás Bragança e o governo municipal implementa mudanças.

A ASCENSÃO DE SAULO
A ascensão de Saulo Pedroso indica uma nova inflexão da política local, a reunião de duas dezenas de siglas e a redução das diferenças entre esquerda, centro e direita. Com um grupo político diferente, e aos poucos incorporando lideranças de outros grupos, Saulo se destaca pela formatação profissional do trânsito, asfaltamento e equipamentos urbanos como escolas. Sua liderança é resultado da aliança com Emil Ono (atual vice, filho de Takao), Mario Inui, Walter Ramiro e, na logística, Roberto Santiago, agora candidato a voltar à Câmara dos Deputados, em Brasília.
Qual é o projeto do grupo do Saulo? O único candidato do grupo, Roberto Santiago, deve ser apoiado em sua reeleição para deputado federal, como liderança consolidada, que abraçou Atibaia e região e trouxe verbas e presença na Câmara nacional. Candidatos a deputado estadual podem surgir dentro do grupo de Saulo, mas não podem comprometer o governo, que tem mais dois anos e meio para concluir o mandato, entregar a obra ao eleitorado e tentar a sucessão. Em outras palavras, anseios individuais devem ser atendidos dentro das demandas do grupo.
Depois do apoio ao deputado Edmir Chedid em 2018, Saulo poderia ocupar esse espaço em seguida, após o terceiro mandato como consequência da eleição de seu sucessor, tornando-se nosso representante na Assembleia Legislativa. Se fizer o sucessor e se tornar deputado estadual, com base em construção de apoio regional, Saulo empatará o jogo com Beto Trícoli e poderá ser a grande liderança de Atibaia. Até lá, muita água vai passar sob a ponte.

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