Publicado em 17 d Agosto d 2010

Epilepsia leva a descargas elétricas anormais no cérebro

É um transtorno no qual descargas elétricas anormais no cérebro provocam reiteradas crises convulsivas.

O site www.saude.com.br, que existe desde 1998, tem uma série de artigos interessantes sobre temas do setor. Um deles fala sobre epilepsia, uma doença que ainda provoca curiosidade e dúvidas nos comuns mortais. A descrição é: um transtorno no qual descargas elétricas anormais no cérebro provocam reiteradas crises convulsivas.
Essa atividade elétrica anormal pode ser produzida por lesões cerebrais; em outros casos, quando não pode ser identificada uma causa específica, é denominada idiopática (transtorno convulsivo idiopático) e geralmente não é associada a outras anormalidades neurológicas. As crises convulsivas podem ser produzidas por mudanças hormonais (gravidez ou menstruação), alterações metabólicas, doenças ou estímulos sensoriais, como luz e som.
Em outros casos, não são identificados estímulos ativadores. Existindo as condições adequadas, qualquer pessoa poderia ter convulsões. A magnitude do estímulo requerido para produzir uma convulsão denomina-se limiar: considera-se que as pessoas que sofrem epilepsia apresentam um limiar de valor muito baixo.
O tipo de crise depende da localização e causa do problema, bem como da resposta de cada pessoa. A epilepsia é caracterizada por uma crise convulsiva de qualquer tipo que ocorra de maneira crônica e recorrente e cuja causa seja desconhecida. Outros sintomas não específicos podem estar associados a dor de cabeça, alterações do humor, tontura, desmaios, confusão e perda da memória. Uma sensação da proximidade do ataque, denominada aura, ocorre em algumas pessoas momentos antes da crise generalizada.
Os diagnósticos são feitos por exame médico. A narração do momento da crise feito por uma terceira pessoa pode ser de grande ajuda. Realiza-se um eletroencefalograma (registro da atividade elétrica do cérebro); análise de sangue (determinando os níveis de glicose, cálcio e sódio, estudando a função renal e hepática e fazendo uma contagem de leucócitos para conhecer a existência de infecções); um eletrocardiograma (para ver se o episódio teve origem em uma arritmia cardíaca que produziu uma irrigação deficiente do cérebro), uma tomografia computadorizada (para descartar tumores cerebrais) e uma ressonância magnética (que permite visualizar áreas com lesões ou cicatrizes no cérebro).
E como são os tratamentos? O tratamento emergencial durante uma crise convulsiva deve evitar que a pessoa sofra ferimentos. Assim, os conselhos são: não colocar objetos entre os dentes para abaixar a língua, pois geralmente causam mais danos do que aqueles que desejamos evitar; não tentar segurar a pessoa durante o ataque; é melhor limpar a área para que não bata contra os móveis ou os objetos em volta; quando a pessoa vomita, evitar que aspire o vômito pondo-a de lado; no caso que não possa respirar e fique cianótica (coloração azulada), também é indicado colocar a pessoa de lado para impedir que a língua obstrua a entrada de ar; não pode ser feita respiração boca a boca durante a crise; e, depois da crise, deve-se tratar a causa de origem. O médico pode administrar drogas anticonvulsivantes para evitar novas convulsões.

Deixe seu comentário

Para postar um comentário, você precisa de uma conta.
Faça login
ou
Registre-se

Enquete

  Você é contra ou a favor do comércio em praças públicas?

A FAVOR
CONTRA

Última Edição

  Digite seu email abaixo para receber mensagens periodicamente com nossas últimas noticias:


Notícias por Data

Jornal O Atibaiense ©

Rua Deputado Emílio Justo, 280 - Nova Aclimação - Atibaia - SP - (11) 4413-0001