Publicado em 24 d Julho d 2018

SP corre risco de enfrentar crise hídrica mais grave que a de 2014

Levantamento da CBN mostra que quase cem cidades já tomaram alguma medida para evitar os efeitos da seca.

Represa de Nazaré durante a crise de 2014.

A estiagem que atinge o estado de São Paulo é a pior desde 2014. Em algumas cidades, não chove de forma significativa há quatro meses. Os principais reservatórios estão com níveis inferiores a 2013, período que antecedeu a crise hídrica.

O Sistema Cantareira, que abastece parte da capital e da Região Metropolitana, estava com quase 60% da capacidade um ano antes da crise de 2014. Hoje, tem 40% e está prestes a entrar em alerta.

O professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, Augusto José Pereira Filho, afirma que o estado caminha para uma crise hídrica:

"A situação é similar a do fim de 2013 para 2014. E a tendência é não melhorar, pelo menos até meados da próxima estação chuvosa, a partir de setembro. O que a gente pode fazer é tentar antecipar, se preparar e proceder de uma forma em ressonância com a condição do momento, a condição climática, que nesse momento aponta para o início de uma crise hídrica".

Um levantamento feito pela CBN mostra que 91 cidades já adotaram alguma medida. Entre os municípios afetados estão Itu, Sorocaba e Piracicaba, que enfrenta a pior seca já registrada. Já são 111 dias sem chuva. São Pedro está na seca há 125 dias.

O consórcio que administra a Bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí recomendou uma série de metas para evitar a falta d'água. A vazão dos rios da bacia, que inclui mais de 60 cidades, está mais de 70% abaixo da média.

"O que aconteceu agora é que a seca adiantou dois meses. Então, as obras que nós temos em andamento para contingenciar a estiagem não vão chegar a tempo. Neste momento, já estamos procurando um plano B e C para contingenciar por que a perspectiva é de, em cerca de trinta dias, começar um rodízio, começar o racionamento".

Várias cidades já começaram o racionamento e passaram a multar quem desperdiça. Uma delas, Caconde, decretou situação de emergência. A prefeitura estima que são necessários três milhões de reais para bombear a água para o reservatório.

O governo de São Paulo garante que não vai faltar água. O secretário de Recursos Hídricos do Estado, Ricardo Daruiz, negou uma crise hídrica e descartou um racionamento na Grande São Paulo por causa das obras feitas.

"Estas obras nos dão uma possibilidade de atendimento muito maior. Ou seja, o quadro hoje é que nós temos um regime de escassez hídrica, mas não temos uma crise hídrica de abastecimento.

- O senhor descarta um racionamento na Grande São Paulo?

Com certeza, com certeza. Não há a menor hipótese disso acontecer", garante Daruiz.

Por Hermínio Bernardo e Jéssica Bernardo
Fonte CBN

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