Publicado em 30 de Janeiro de 2012

Mercado imobiliário está aquecido em Atibaia

Tanto os imóveis para locação como para venda estão com preços valorizados. Há, no entanto, uma escassez no setor residencial de valores médio e baixo.

Casas a venda

O crescimento econômico de Atibaia nos últimos dois anos teve seus reflexos no mercado imobiliário. Hoje o mercado está aquecido e vem apresentando características como a valorização dos imóveis e a falta de residências na faixa de preços mais acessíveis, tanto para aluguel como para compra. Até o número de imobiliárias na cidade é grande: segundo a Prefeitura, há 64 delas cadastradas.
Consultamos três imobiliárias do município para sabermos um pouco mais o que vem acontecendo com o mercado. Planeta Imobiliária, Daré Imóveis e Rose Daré apontaram características em comum, como a escassez de imóveis residenciais para locação na faixa de R$ 600,00 a R$ 800,00; a valorização das residências que estão à venda e a desvalorização dos imóveis em bairros atingidos pelas enchentes nos últimos dois anos.
Antonio Carlos Mendes, proprietário da Planeta, conta que a maior procura na locação residencial é por imóveis com preço entre R$ 600,00 e R$ 800,00 e que sempre estão em falta. Também é difícil encontrar residências em condomínios fechados. Geraldo Daré concorda. “Imóveis residenciais com valores acima de R$ 1.000,00 estão disponíveis. Locações com o aluguel abaixo disso são as mais procuradas e há pouca disponibilidade”, explica Daré.
Ambos apontam que o mercado está aquecido, mas que não é uma exclusividade de Atibaia. “O mercado no geral está aquecido, houve aumento nos preços dos imóveis e consequentemente o preço do aluguel também sobe”, diz Antonio Carlos. Na área de vendas, Antonio Carlos afirma que a Planeta tem uma procura por imóveis que variam de R$ 100 mil a R$ 400 mil. E que bairros como Jardim Imperial e Jardim das Cerejeiras estão valorizados. A região da Alameda Lucas Nogueira Garcez é outro ponto que teve valorização. Já bairros atingidos pelas enchentes, como Parque das Nações e Jardim Kanimar, foram desvalorizados. “Nesses locais não conseguimos alugar ou vender, está parado”, diz Antonio Carlos.
Rose Daré também não tem imóveis alugados ou vendidos nos bairros atingidos pelas enchentes. “Até no Jardim Brasil, que sofreu um evento isolado no ano passado, há dificuldade para venda ou locação”. Outra dificuldade apontada por ela é atender à demanda das classes menos favorecidas. “Para as classes A e B há imóveis disponíveis para venda e locação, sem problema. Para as pessoas com uma renda mais baixa, há grande dificuldade em encontrar um imóvel na cidade”.
Ela diz que nos últimos dois anos, os preços praticamente dobraram e não há imóveis disponíveis com preços mais acessíveis. Na área de venda, pessoas que conseguiram a liberação de crédito da Caixa Econômica Federal pelo programa Minha Casa, Minha Vida não encontram imóveis para comprar. “O Minha Casa, Minha Vida é para imóveis de até R$ 100 mil. As pessoas não encontram imóveis por menos de R$ 150 mil”, afirma Rose.
Para locação, ela diz que sua imobiliária tem grande dificuldade em atender às pessoas que não podem para aluguéis acima de R$ 800,00. “Fico preocupada porque trabalhamos com classes mais baixas e há uma carência para esse público. Quem pode pagar mais de R$ 1.000,00 está tranquilo”.

LOCAÇÕES COMERCIAIS
O mercado comercial está tão aquecido como o residencial. Geraldo Daré explica que há grande procura por imóveis de até 200 m2 e pouca oferta . Quem procura salas comerciais encontra com mais facilidade. A região central e as grandes avenidas são os pontos mais procurados. Uma tendência apontada por Daré é a locação de casas no Centro para fins comerciais. “As residências disponíveis no Centro estão sendo locadas para o comércio, principalmente o setor de prestação de serviços. É uma tendência se consolidando”.

MOTIVOS PARA O CRESCIMENTO
Alguns fatores apontados pelos três proprietários de imobiliárias consultados como motivos para a valorização são a vinda de novas empresas e a mudança de paulistanos para o interior. Com a instalação de novas empresas, principalmente no setor industrial, vieram para a cidade também novos moradores. A “fuga” de paulistanos para o interior é outro fator que contribuiu para que a procura por imóveis aumentasse.

Por Thais Otoni

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